- O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse ser contrário a qualquer socorro federal ao BRB, reforçando a resistência a intervenção no banco.
- A posição é compartilhada pela Fazenda, que afirma que a responsabilidade pela crise deve ficar com o governo do Distrito Federal (GDF).
- O governo federal admite apenas opções indiretas, como a possível aquisição de ativos do BRB por bancos públicos federais, ainda sujeita a negociação e aprovação do Banco Central.
- Também nesta sexta-feira, a Polícia Federal prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, na etapa da Operação Compliance Zero, ligada a irregularidades no Banco Master.
- Guimarães comentou a prisão de forma a defender o andamento das investigações, reiterando que é necessário identificar responsáveis, conforme discurso do presidente.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, deixou claro que é contrário a qualquer socorro federal ao Banco de Brasília (BRB). A defesa ocorreu nesta quinta-feira, durante café com jornalistas no Palácio do Planalto, em meio às discussões sobre o futuro da instituição.
A posição do governo federal é compartilhada pela equipe econômica, que já sinalizou não apoiar medidas como a federalização do BRB. Segundo interlocutores, a responsabilidade de conduzir a crise recai sobre o governo do Distrito Federal, sem aval para transferência de controle da instituição.
Apesar da resistência a um socorro direto, o governo admite alternativas indiretas, como a possível compra de ativos do BRB por bancos públicos federais, desde que haja negociação com o Banco Central.
Desdobramentos
A manhã também trouxe novidades no âmbito da Polícia Federal. Foi presa a ex-diretora administrativa do BRB, ligada à gestão anterior, em continuidade à Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master, cuja liquidação foi determinada pelo Banco Central em novembro do ano passado.
Paulo Henrique Costa, que esteve à frente do BRB entre janeiro de 2019 e novembro de 2025, já havia sido afastado por decisão da Justiça Federal de Brasília. Em momentos anteriores, chegara a haver pedido de prisão, igualmente negado na ocasião.
Guimarães comentou o avanço das investigações e elogiou o trabalho da Polícia Federal, destacando a necessidade de responsabilização. Em meio à cobertura, o ministro fez uma breve referência a Ibaneis Rocha, corrigindo rapidamente para mencionar o ex-presidente do BRB no contexto da notícia.
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