- A Polícia Federal prendeu o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, sob suspeita de receber propina de R$ 146 milhões em um esquema para beneficiar o Banco Master.
- A investigação aponta que Costa foi peça essencial para viabilizar a aquisição de carteiras fraudulentas e, em contrapartida, recebeu imóveis de alto padrão avaliados em R$ 146,58 milhões, com parte já paga.
- Costa teria atuado mesmo ciente das dificuldades do Master desde o fim de 2024, envolvido em negociações para favorecer a instituição via BRB.
- A prisão integra a quarta fase da operação Compliance Zero; Daniel Monteiro, advogado ligado a Vorcaro, também foi detido por atuação no acordo.
- Além dos crimes de corrupção, também são investigados lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa; o BRB chegou a prever adquirir o Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central.
A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, sob suspeita de aceitar propina de 146 milhões de reais em um esquema para favorecer o Banco Master em operações financeiras fraudulentas. A ação integra a quarta fase da operação Compliance Zero, que investiga pagamentos de vantagens indevidas.
De acordo com a decisão, Costa foi peça essencial para viabilizar a aquisição de carteiras fraudulentas e ter recebido vantagem indevida na forma de seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, avaliados em cerca de 146,6 milhões de reais, com parte já quitada. O ex-presidente do BRB também seria responsável por articular a Holding familiar para ocultação patrimonial.
A investigação aponta que Costa atuou mesmo diante da crise do Master, que já enfrentava dificuldades desde o final de 2024, buscando favorecer a instituição por meio do BRB. A negociação envolvia o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, que também foi alvo da operação e permanece detido.
Além de Costa, a PF prendeu o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador do acordo financeiro com o ex-presidente do BRB. A ação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, autorizados pelo STF.
A PF não citou nomes dos alvos em nota oficial, mas confirmou que as diligências apuram pagamento de vantagens indevidas destinadas a agentes públicos. Não houve resposta imediata da defesa de Costa.
Na prática, a investigação sugere que os recursos seriam usados para facilitar a relação entre Master e BRB. Monteiro é apontado como responsável por redigir contratos fraudulentos e criar mecanismos para ocultar o pagamento de propinas.
O caso envolve os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa. Durante a crise do Master, o BRB chegou a demonstrar interesse em adquirir o banco, mas a operação foi barrada pelo Banco Central por inviabilidade econômica.
O Master foi liquidado pelo Banco Central no mesmo período, e o BRB, tradicionalmente o banco estatal do governo do DF, acumula ativos ligados ao Master que chegaram a aproximadamente 15 bilhões de reais, gerando impactos financeiros para a instituição.
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