- A Polícia Federal preparará um relatório, apresentado ao ministro André Mendonça, sobre autoridades com foro citadas nas investigações do Banco Master, para decidir se partes do caso vão a instâncias inferiores.
- O documento, com caráter informativo, não prevê buscas ou prisões preventivas e serve como base para a decisão de encaminhamento das frentes do inquérito.
- Pequenas indagações indicam que nenhum inquérito deve deixar o Supremo, pois celulares de Vorcaro e aliados contêm conversas com parlamentares, membros de governos e ministros do STF.
- As informações não significam suspeita de crime, mas uma precaução para evitar tramitação em foro inadequado; há vários IPJs abertos sobre o Master, inclusive sobre pressões políticas envolvendo o BRB.
- Entre dados obtidos, aparecem ligações de Vorcaro com figuras políticas e familiares de ministros, além de contatos com o ministro Alexandre de Moraes; o banco também informou pagamentos a escritórios ligados a Temer, Ratinho Júnior, ACM Neto e ex-ministros.
A Polícia Federal entregará ao ministro André Mendonça, do STF, um relatório sobre autoridades com foro citadas nas investigações do Banco Master. O documento, previsto para a próxima semana, servirá como base para decidir se partes do inquérito devem seguir no STF ou serem remetidas a instâncias inferiores. Não está previsto o pedido de buscas ou prisões preventivas.
O material está em análise com a PF, que sustenta manter os inquéritos no âmbito do Supremo. A avaliação aponta que, embora haja citações a parlamentares, governos e ministros, isso não implica investigação contra essas autoridades. Trata-se de cautela para evitar tramitação no foro inadequado.
Há uma profusão de IPJs abertos sobre o Master, incluindo apurações sobre pressões políticas para negociações entre o banco de Vorcaro e o BRB. A investigação utiliza quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico para mapear relações do empresário com o meio político.
Entre os fatos registrados, Vorcaro, em conversas com a ex-noiva, mencionou o senador Ciro Nogueira como um amigo próximo e elogiou uma emenda dele que ampliou o ressarcimento do FGC, benefício para os negócios do Master. Relatos indicam ainda conversas por WhatsApp com o ministro Alexandre de Moraes.
A PF informou ao Supremo sobre negócios do grupo com familiares de Dias Toffoli envolvendo o resort Tayaya, o que levou o ministro a deixar a relatoria do caso. Os celulares de Vorcaro continham contatos de políticos de destaque, como Hugo Motta, Davi Alcolumbre, Eduardo Braga, Carlos Viana e Irajá Abreu, entre outros.
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