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Ramagem acusa PF de jagunços e agradece soltura de Eduardo Bolsonaro nos EUA

Ramagem acusa a PF de ser ‘polícia de jagunços’ e agradece a Eduardo Bolsonaro pela libertação nos EUA, em meio à controvérsia sobre a sua situação migratória

Alexandre Ramagem é ex-deputado federal | Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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  • Alexandre Ramagem publicou vídeo dizendo que a Polícia Federal é “polícia de jagunços” e agradeceu a Eduardo Bolsonaro, ao senador Hiran Gonçalves e aos jornalistas Allan dos Santos e Paulo Figueiredo por intermediar a libertação nos EUA.
  • Ramagem foi liberado do centro de detenção do ICE em Orlando na quarta-feira, após ter sido detido por agentes migratórios; a PF afirmou que ele permanecia no país com passaporte parlamentar, irregular após a cassação do mandato.
  • Segundo a PF, a detenção teve relação com cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos; Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.
  • Em vídeo, Ramagem negou a versão oficial, alegando entrada legal nos EUA em setembro do ano passado com passaporte e visto regulares, tendo solicitado asilo político para a família, que, segundo ele, garante “status de permanência regular”.
  • O ex-deputado afirmou que a liberação ocorreu de forma administrativa, sem pleito judicial ou pagamento de fiança, com base em informações que teriam mostrado que não haveria necessidade do procedimento.

O ex-deputado Alexandre Ramagem publicou nesta quinta-feira um vídeo nas redes sociais, pela primeira vez desde a sua libertação nos Estados Unidos. No material, ele contesta a versão oficial da Polícia Federal (PF) sobre a detenção e agradece a autoridades e veículos de imprensa que facilitaram o contato com autoridades norte-americanas.

Ramagem deixou o centro de detenção do ICE em Orlando na quarta-feira, dia 15, após ter sido detido por agentes migratórios. A PF informou que ele estava no território americano com um passaporte parlamentar, documento considerado irregular após a cassação de seu mandato. A PF descreveu a cena como resultado de cooperação entre Brasil e EUA.

Ele afirmou ter entrado legalmente no país em setembro do ano anterior, com passaporte e visto regulares, e ter solicitado asilo político para a família, o que, segundo ele, asseguraria o status de permanência regular. Ramagem sustenta que, com as informações disponíveis, não deveria ter sido submetido ao procedimento migratório nem mantido preso.

Versões sobre a libertação e avaliações

O ex-deputado sustenta que a liberação ocorreu de forma administrativa, sem necessidade de pleito judicial ou pagamento de fiança, e que não houve encaminhamento para processo judicial. Ramagem afirma ainda que a situação foi esclarecida à alta cúpula do governo dos Estados Unidos, incluindo o governo anterior de Donald Trump.

Ele agradece explicitamente ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, ao senador Hiran Gonçalves e aos jornalistas Allan dos Santos e Paulo Figueiredo, afirmando ter contado com o apoio de esses interlocutores para viabilizar o contato com autoridades norte-americanas. As declarações divergem das informações divulgadas pela PF, que atribuem a detenção a questões migratórias resolvidas por cooperação bilateral.

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