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Reta final da apuração no Peru mantém suspense sobre rival de Fujimori

Com 93% das atas, Sánchez tem 11,98% e Aliaga 11,91%, diferença inferior a dez mil votos, mantendo o Peru em suspense sobre o rival de Fujimori no 2º turno

Roberto Sanchez, candidato presidencial pelo partido Juntos pelo Peru - 14/04/2026 (Foto: REUTERS/Angela Ponce)
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  • Com quase noventa e três por cento das atas contabilizadas, a definição do segundo candidato mais votado no Peru segue em suspense.
  • Roberto Sánchez soma 11,98% dos votos válidos (1.879.018), enquanto Rafael López Aliaga tem 11,91% (1.869.206); diferença de 9.812 votos.
  • O líder da apuração é Keiko Fujimori, com 17% dos votos válidos.
  • Aliaga exigiu a nulidade do processo e ameaçou realizar uma marcha nacional, alegando ter cerca de 500.000 votos “roubados” (sem apresentar provas).
  • Keiko Fujimori criticou Aliaga, ressaltando que o resultado será voto por voto e evitando responder aos insultos do adversário.

O cenário eleitoral no Peru permanece indefinido com quase 93% das atas apuradas. O segundo turno está em disputa entre Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, e Rafael López Aliaga, do partido Acción Popular, conforme a apuração oficial.

Com 1.879.018 votos (11,98%), Sánchez fica à frente de Aliaga, que soma 1.869.206 votos (11,91%). A diferença entre ambos é de cerca de 9.812 votos, em meio a uma corrida muito próxima. O líder atual na contagem é a candidata Keiko Fujimori, com 17% dos votos válidos, apontando para o segundo turno marcado para 7 de junho.

Entre os próximos na quantidade de votos aparecem Jorge Nieto, com cerca de 11% do total, e outros candidatos com participações menores. A margem estreita mostra que qualquer variação na contagem pode redefinir a posição de vice na disputa pela segunda vaga no pleito.

Aliaga elevou o tom na terça-feira, chamando as autoridades eleitorais para declarar nulidade de parte do processo, em meio a um suposto atraso no escrutínio. Não houve apresentação de provas que sustentassem a acusação de fraude. O gesto gerou críticas de adversários e analistas, que destacaram o clima de tensão.

A nivel nacional, Keiko Fujimori reagiu a chamadas de insurgência feitas por Aliaga, enfatizando a necessidade de aguardar o voto por voto. Em coletiva, a candidata reforçou que o resultado dependerá do escrutínio contínuo e pediu tranquilidade aos eleitores.

Aprofundamento

O impacto político do resultado depende de como avançarão as contagens regionais, já que a diferença entre Sánchez e Aliaga é mínima, chegando a menos de 10 mil votos. Ao fim da apuração, o Peru poderá ter um segundo turno entre Fujimori e o vencedor da disputa entre Sánchez e Aliaga.

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