- A coronel Glauce Anselmo Cavalli, de 50 anos, foi escolhida para comandar a Polícia Militar de São Paulo, com perfil técnico e apolítico, segundo colegas.
- O posto de número dois fica com o coronel Mário Kitsuwa, psicólogo, conhecido pela atuação em saúde mental da tropa.
- A troca busca frear a política de alta letalidade da gestão anterior, ligada a Guilherme Derrite, e reduzir mortes provocadas por intervenções policiais.
- A mudança já era esperada desde fevereiro, quando houve reorganização na secretaria e na cúpula da PM, com afastamento de aliados de Derrite.
- O governo paulista celebra a nomeação como marco histórico e reafirma o compromisso com profissionalização, representatividade e fortalecimento das instituições.
O governo de São Paulo anunciou a nomeação da coronel Glauce Anselmo Cavalli, 50, para o comando-geral da Polícia Militar, marcando a primeira mulher à frente da corporação. A escolha, anunciada nesta semana, aponta para uma mudança estratégica na gestão da PM. O objetivo é reduzir a letalidade policial e priorizar perfil técnico sobre alinhamentos políticos.
Glauce Cavalli é reconhecida por perfil técnico e apolítico, com atuação destacada nas áreas financeira e logística. A indicação foi apresentada como marco histórico, alinhada à ideia de valorização da trajetória profissional e da representatividade na segurança pública.
Perfil da nomeada
A coronel é veterana na PM, ingressou na Academia do Barro Branco em 1993 e tem atuação em gestão de recursos e operações. Casada com outro oficial da corporação, enfrentou desafios pessoais, como a perda de familiares, e manteve atuação pública destacada.
Número 2 e foco na saúde mental
O coronel Mário Kitsuwa, psicólogo, ficará como chefe adjunto, com ênfase na saúde mental da tropa. Oficiais indicam que a dupla buscará reduzir suicídios e melhorar o preparo psicológico, como complemento à formação técnica.
Contexto institucional
A mudança ocorre em meio a críticas à gestão anterior, associada a alta letalidade em intervenções. Entre outubro e dezembro do ano passado, o estado registrou 276 mortes decorrentes de ação policial, segundo fontes da imprensa.
Desdobramentos e perspectiva
A troca de comando também envolve a saída de outros aliados do ex-secretário Derrite, incluindo o ex-comandante de área e chefias de inteligência e corregedoria. A transição é vista como fim da era Derrite na cúpula da PM.
Repercussão política e regional
O Palácio dos Bandeirantes recebeu a nomeação com expectativa de maior profissionalismo e neutralidade. Há discussão sobre novas mudanças na Secretaria de Segurança Pública e na chefia da Polícia Civil, ainda em debate.
Trajetória de Glauce Cavalli
Formada na academia em 1993, Cavalli já ocupou cargos estratégicos na PM, incluindo comando de área e gestão de projetos. Sua carreira é marcada por medalhas e condecorações, reconhecendo dedicação e liderança.
Contexto de responsabilidade
A gestão visa equilibrar redução de violência com eficiência operacional. A nomeação reforça o compromisso do governo com melhoria institucional, valorização de quadros e ampliação da representatividade na segurança pública.
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