- Daniel Vorcaro atuou no suposto esquema ligado ao BRB, com foco em identificar pessoas suscetíveis a vender a própria honra e em cálculos de valores de propina.
- Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi alvo de investigações e teve seis imóveis avaliados em R$ 146,6 milhões associados a propina, segundo fontes da PF.
- Costa assumiu a BRB em janeiro de 2019, por decisão do então governador Ibaneis Rocha, e é apontado como peça central do esquema envolvendo o banco público.
- A investigação envolve a PGR, a Polícia Federal e a Polícia Civil do Distrito Federal, e há expectativa de novos desdobramentos contra o BRB e autoridades associadas.
- Nesta quinta-feira, 16, foram presas Costa e o empresário Daniel Monteiro; há a possibilidade de delação premiada de demais envolvidos para esclarecer o esquema Master.
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso nesta quinta-feira, 16, em decorrência de investigações que envolvem o chamado esquema do Master, ligado a irregularidades financeiras no banco público de Brasília. Costa foi alvo de operação policial após ter vínculos com operações e contratos questionados pela PF, PGR e Polícia Civil do DF.
A apuração aponta que Costa poderia ter favorecido processos e negócios em troca de vantagens, segundo documentos da investigação. Além dele, também foi preso Daniel Monteiro, advogado e operador do esquema, e Augusto Lima, ex-sócio com atuação no mesmo grupo. As autoridades trabalham para esclarecer o alcance das cobranças e dos pagamentos envolvidos.
De acordo com os autos, o grupo teria articulado operações que resultaram em irregularidades em carteiras e contratos do BRB, com possíveis impactos financeiros para a instituição. As investigações consideram ainda a participação de outros agentes públicos e privados, buscando entender como o esquema funcionava.
Vorcaro, figura central no relato, é descrito como alguém que identificava alvos suscetíveis a vender a própria honra e chegar a valores estimados de propina. Os investigadores avaliam se o conjunto de provas pode envolver novos nomes, além dos já confirmados até agora.
O banco BRB e o governo local são mencionados como cenários de possível desdobramento de apurações. O material disponível sugere que novas etapas da operação podem trazer mais informações sobre contratos, empréstimos e favorecimentos identificados até o momento.
A prisão de Costa e Monteiro ocorreu no contexto de uma ofensiva maior, com a Polícia Federal, a PGR e a Polícia Civil do DF coordenando ações para esclarecer possíveis irregularidades envolvendo o BRB. O andamento das investigações poderá trazer outros desdobramentos nos próximos meses.
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