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Caso Mandelson vira crise para o premiê britânico

Nova pressão sobre Keir Starmer após Mandelson ter sido indicado apesar da falha na verificação de segurança, com dúvidas sobre o conhecimento do premiê

Peter Mandelson (esquerda) com Jeffrey Epstein em imagem divulgada pelo Departamento de Justiça dos EUA
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  • O premiê Keir Starmer enfrenta pressão para renunciar após Mandelson ter sido nomeado embaixador nos EUA, mesmo sem ter passado na verificação de segurança, segundo o governo, que afirmou que ele não foi informado da falha até esta semana.
  • Mandelson, de 72 anos, havia sido demitido do serviço diplomático em setembro por revelar ligações com Jeffrey Epstein, e novas informações sugerem que a verificação inicial falhou, o que aumenta a pressão sobre Starmer.
  • Líderes de oposição afirmam que Starmer enganou o parlamento ao sugerir que Mandelson havia passado na verificação; caso seja comprovado que houve dolo ou omissão, pode haver renúncia conforme o código de conduta.
  • Starmer disse que foi “espantoso” não ter sido informado da falha e planeja esclarecer o assunto em declaração ao parlamento na segunda-feira; a verificação é realizada de forma independente dos ministros.
  • O Congresso trabalhista avalia a possibilidade de substituir Starmer apenas se houver apoio de 81 deputados; historicamente, líderes do Partido Trabalhista enfrentam dificuldades para destituir um premiê em exercício.

Keir Starmer enfrenta nova onda de pressão por nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA, mesmo com suspeita de falha na verificação de segurança. Governo afirma que ele não havia sido informado da falha até esta semana. Mandelson tem 72 anos e já deixou o serviço diplomático em 2023 devido a vínculos com Jeffrey Epstein.

A nomeação gerou críticas de oposicionistas que alegam engano ao parlamento sobre o status da verificação. Líderes do Labour e aliados pedem explicações e avaliam se houve desvio das regras. Caso fique comprovado uso de informações erradas, Starmer pode ser obrigado a renunciar.

Starmer sustenta que não foi informado sobre a falha na verificação até recentemente. Em uma declaração prevista para a semana seguinte, ele deve esclarecer o que sabia sobre o processo. O governo afirma que a avaliação é conduzida de forma independente aos ministros.

O Ministério das Relações Exteriores divulgou que a verificação de possíveis embaixadores acontece separadamente, sem informações além do resultado final. Uma carta de janeiro do FCDO, publicada recentemente, dizia que Mandelson havia recebido autorização de segurança válida até 2030.

Essa crise aumenta a pressão sobre Starmer, que já enfrentava questionamentos sobre a divulgação de dados da avaliação envolvendo a relação de Mandelson com Epstein. O governo afirma ter seguido os procedimentos, enquanto a oposição exige transparência.

Olly Robbins, principal funcionário do Foreign Office, foi demitido e deve prestar explicações a um comitê parlamentar na próxima terça-feira. Em setembro, Starmer havia afirmado que todos os procedimentos haviam sido seguidos. A defesa depende de comprovar que ele ou seus assessores sabiam da falha.

O debate interno no Labour é incerto. Pela regra atual, candidatos a substituir Starmer precisam de apoio mínimo de 81 parlamentares. Mesmo assim, a liderança não está garantida, já que o processo requer apoio específico entre membros do partido.

Historicamente, o Labour tem apresentado maior dificuldade para destituir um líder em exercício do que o Partido Conservador. O histórico do partido mostra pouca ou nenhuma remoção de líderes em mais de 125 anos, com exceções pontuais ao longo dos anos.

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