- Levantamento da Agência Lupa aponta a IA como ameaça à democracia, por contribuir com desinformação.
- Dados indicam que oitenta e um por cento dos casos com IA surgiram nos dois últimos anos, com foco em eleições, guerras e golpes.
- O especialista Luiz Augusto D’Urso argumenta que, se o uso ilícito for eliminado, a tecnologia pode ser bastante positiva para a sociedade.
- Do ponto de vista técnico, bloquear conteúdos ilícitos não é difícil; o desafio é regulatório, pois plataformas priorizam lucro.
- No Brasil, o problema é tratado de forma lenta: há um projeto de lei em tramitação, mas ainda faltam iniciativas fortes e parcerias com as desenvolvedoras.
Um levantamento da Agência Lupa aponta que ouso de inteligências artificiais potencializa desinformação, considerada ameaça séria às democracias. O estudo destaca que 81% dos casos envolvendo IA surgiram nos últimos dois anos, com eleições, guerras e golpes entre os temas mais recorrentes.
Especialista em direito digital afirma que, removido o uso ilícito, a IA pode ser eficiente e benéfica para a sociedade, desde que haja reflexão para aproveitar o potencial sem riscos. A análise ressalta a necessidade de evitar malos usos da tecnologia.
Do ponto de vista técnico, barrar conteúdos ilícitos gerados por IA não seria difícil, mas o desafio está nas plataformas, que buscam lucro. Medidas legais seriam necessárias para coibir abusos e limitar impactos negativos.
Regulação e desafios no Brasil
O pesquisador critica a atuação brasileira como acanhada e demorada. O país tramita um projeto de lei sobre IA no Congresso, mas não adotou grandes iniciativas ou parcerias com desenvolvedoras para enfrentar o uso violento da tecnologia.
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