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Fachin nega crise entre Poderes e critica indiciamento por decisões judiciais

Fachin afirma que não há crise entre Judiciário e Legislativo e defende que divergências sejam resolvidas por recursos, não por indiciamento

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  • Fachin negou, em palestra na FGV, a existência de crise institucional entre Judiciário e Legislativo, dizendo que divergências existem, mas não configuram crise.
  • O presidente do STF afirmou que o Parlamento deve fiscalizar instituições por meio de CPI e que “quem nada deve, nada teme”.
  • Fachin criticou a ideia de indiciamento motivado por decisões judiciais, defendendo que disputas sejam resolvidas por recursos e contestação nas instâncias adequadas.
  • As falas ocorrem em meio a tensões com a CPI do Crime Organizado, que apresentou relatório em 13 de indiciamento de ministros do STF e da PGR.
  • Em 16, o ministro Gilmar Mendes criticou o relatório e pediu apuração de Alessandro Vieira por abuso de autoridade; Vieira comentou o discurso nas redes.

O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou não haver crise institucional entre Judiciário e Legislativo. A declaração ocorreu durante palestra na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, sobre o papel do Judiciário na garantia da segurança pública como direito fundamental.

Fachin ressaltou que as divergências entre os poderes são pontuais, como a abrangência de uma CPI, e destacou que o Parlamento fiscaliza as instituições por meio de CPI. Segundo ele, quem nada deve nada teme, mas não há crise institucional.

O ministro também rejeitou a ideia de que indiciamentos motivados por decisões judiciais seriam adequados. Para ele, divergências devem ser resolvidas com recursos e contestação nos canais apropriados, sem ataques às instituições.

Contexto da CPI e desdobramentos recentes

O discurso de Fachin chega em meio à tensão entre ministros do STF e senadores da CPI do Crime Organizado. O relator Alessandro Vieira apresentou relatório final com indiciamento de ministros do STF e do PGR, por crimes de responsabilidade, relacionado a investigações do Caso Master.

A CPI foi alvo de controvérsia após manobra que alterou a composição da comissão pouco antes da votação. Parlamentares acusaram desvio de função, afirmando que o foco seria o envolvimento de crime organizado com fintechs, não apenas ministros.

Ministro Gilmar Mendes criticou o relatório, afirmando que o pedido de indiciamento flerta com arbitrariedades. Mendes apontou que decisões, como habeas corpus, não podem ser tratadas como crimes de responsabilidade.

Reação e desdobramentos recentes

Na semana, Mendes encaminhou à PGR pedido para investigar Alessandro Vieira por abuso de autoridade. A bancada envolvida solicitou apuração correspondente aos desdobramentos da CPI.

Após o pronunciamento de Fachin, Alessandro Vieira usou as redes sociais para comentar o discurso. O senador afirmou que as declarações do presidente do STF ajudam a justificar a atuação da CPI.

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