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Governador interino do RJ exonera mais de 450 e amplifica poder de procuradores

Governador interino do RJ exonera 457 cargos e nomeia procuradores para Casa Civil, Rioprevidência e Cedae, ampliando controle administrativo

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, durante entrevista coletiva no Tribunal de Justiça
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  • O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, autorizou exonerações em cargos da Casa Civil e da Secretaria de Governo desde quinta-feira, totalizando 457 desligamentos até sexta-feira.
  • Foram expulsos 286 servidores da Casa Civil, 154 da Secretaria de Governo e 17 em outras pastas.
  • Couto também extinguiu três subsecretarias da Casa Civil: Projetos Especiais, Gastronomia e Ações Comunitárias.
  • O governador nomeou três procuradores para comandar a Casa Civil, a Rioprevidência e a Cedae, visando auditorias e ações administrativas.
  • Foram indicados: Flávio Willeman para a Casa Civil (auditoria de contratos); Felipe Derbli de Carvalho Baptista para a Rioprevidência; e Rafael Rolim para a Cedae.

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, realizou desde quinta-feira (16) uma fase de exonerações em cargos das secretarias da Casa Civil e Governo, as áreas centrais do Palácio Guanabara. Além disso, manteve a gestão sob seu comando por meio de indicações de procuradores do estado para órgãos-chave.

Couto exonerou 457 servidores entre quinta e sexta, sendo 286 da Casa Civil, 154 da Secretaria de Governo e 17 de outras pastas. O movimento reduz o efetivo de cargos existentes e reorganiza a estrutura administrativa. Também extinguiu três subsecretarias da Casa Civil: Projetos Especiais, Gastronomia e Ações Comunitárias.

Procuradores nomeados: três advogados passaram a chefiar unidades centrais para auditoria de irregularidades na gestão anterior. Flávio Willeman foi indicado para a Casa Civil, com foco na auditoria de contratos determinada pelo governador. Felipe Derbli de Carvalho Baptista assume a presidência da Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores estaduais.

Rafael Rolim foi indicado para a presidência da Cedae, estatal de saneamento, que também teve investimentos ligados ao banco Master sob escrutínio. As mudanças ocorrem em meio a uma expectativa de maior controle institucional sobre contratos e ativos públicos, com auditorias em andamento.

As ações coincidem com a permanência de Couto no cargo, assegurada por uma liminar do ministro Cristiano Zanin, do STF. O contexto inclui a recente eleição do deputado Douglas Ruas como presidente da Alerj, posição que influencia a linha sucessória da gestão estadual.

O conjunto de medidas sinaliza a intenção do governador interino de conduzir a máquina estadual sob sua supervisão, mediante reorganização administrativa e fortalecimento de mecanismos de fiscalização. A atuação envolve órgãos centrais do governo e estatais com histórico de controvérsias.

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