- Lula afirmou que a decisão de convocar ou não novas eleições na Venezuela é problema da presidente Delcy Rodríguez e do povo venezuelano.
- Em Barcelona, ao lado de Pedro Sánchez, ele disse que a Venezuela deve cuidar de seu destino e que não deve haver tutela externa, hoje exercida pelos Estados Unidos.
- O presidente venezuelano Delcy Rodríguez está no poder, segundo Lula, por ser vice e assumir após a queda do então mandatário.
- Manifestantes pedem novas eleições na Venezuela; sindicalistas realizaram protesto em frente à Embaixada dos Estados Unidos, ainda sem previsão de pleito.
- O contexto de 2024 envolve o compromisso de Lula com eleições livres, apesar de Maduro ter descumprido acordo de livre concorrência com a oposição, o que levou a questionamentos internacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 17 de abril, em Barcelona, que convocar ou não novas eleições na Venezuela é decisão da presidente Delcy Rodríguez e do povo venezuelano. Ele disse que tem outras prioridades no Brasil.
Lula destacou que a Venezuela deve cuidar de seu destino e que Delcy está no poder legitimamente, pois substituiu o presidente após a queda de Nicolás Maduro. A fala ocorre em coletiva ao lado de Pedro Sánchez, na Espanha.
Manifestantes pedem nova eleição
Segundo o presidente, a decisão sobre eleições é da Venezuela, e ele não pretende envolver-se na disputa interna do país. Em Brasília, não houve cronograma divulgado para qualquer pleito venezuelano.
Na quinta-feira, sindicalistas realizaram ato em frente à Embaixada dos EUA pedindo eleições, enquanto a comunidade internacional acompanha o tema com cautela. Bolsonaro não é citado no relato.
Contexto internacional e histórico
Lula lembrou que a Venezuela vem recebendo intervenção externa, com a justificativa de tutela internacional sobre o país. Em 2024, ele apoiou eleições livres, mediou acordo para competição da oposição, que, segundo ele, não foi cumprido.
O próprio Maduro enfrentou críticas globais por irregularidades eleitorais, com dúvidas sobre transparência e divulgação de atas. O governo brasileiro afirmou, na ocasião, que as eleições não foram plenamente transparentes.
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