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Mensagens mostram ajuda de Ibaneis a Vorcaro e ao ex-chefe do BRB

Mensagens entre ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) e empresário indicam propina; imóveis avaliados em 146,5 milhões, 74 milhões pagos, STF determina prisão de Costa

Viatura da Polícia Federal estacionada em frente ao Banco de Brasília (BRB), durante operação em Brasília em 18/11/25 sobre Master (Foto: REUTERS/Mateus Bonomi)
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  • Mensagens entre o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o banqueiro Daniel Vorcaro são apontadas como fortes indícios de negociação de propina, segundo decisão do ministro André Mendonça do STF que autorizou a prisão de Costa.
  • A propina seria paga por meio de seis imóveis de luxo em Brasília e em São Paulo, avaliados em R$ 146,5 milhões; até R$ 74 milhões chegaram a ser pagos antes de uma apuração do Ministério Público Federal interromper os pagamentos.
  • Entre os diálogos, Costa menciona casos como Casa Lafer, Heritage, Arbórea, One Sixty, Ennius Muniz e Valle dos Ipês, com a afirmação de ter visitado um apartamento e a promessa de imóveis conforme o acordo.
  • Costa cobra agilidade na transferência dos imóveis por meio de empresas, e Mendonça cita respostas em que o ex-presidente do BRB diz estar em “deal mode” e falando em “continuidade” do negócio.
  • A PF também indica que Costa informou que Ibaneis Rocha, então governador do Distrito Federal, pediu a elaboração de um relatório para defender a aquisição do Master pelo BRB; a mensagem cita viagens a São Paulo para ver imóveis.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. A decisão cita diálogos entre Costa e o empresário Daniel Vorcaro como fortes indícios de negociação de propina, em formato de imóveis de luxo.

Segundo a investigação, as supostas vantagens incluiriam seis imóveis em Brasília e São Paulo, com avaliação total de cerca de 146,5 milhões de reais. Parte dos pagamentos, equivalentes a 74 milhões, já foi interrompida após o Ministério Público Federal abrir apuração.

Costa teria afirmado ter feito contas para chegar ao valor combinado e citado imóveis específicos, como opções de contrapiso e unidades de alto padrão. Vorcaro, por sua vez, mencionou imóveis adicionais e a necessidade de avançar nas transferências por meio de empresas.

Durante as conversas, o ex-presidente do BRB relatou cobrança sobre o andamento das transferências dos imóveis, descrevendo um suposto acordo de continuidade com centenas de ajustes ao longo da operação. Dados da PF indicam que a negociação seguia sob vigilância institucional.

Outra mensagem interceptada mostra Costa pedindo empenho para que o acordo avance, mencionando estar em cima de todos os assuntos para resolver a pendência. A PF aponta que as tratativas tinham foco na viabilidade de negócios envolvendo o banco.

Entre os elementos investigados, há relato de que o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, solicitou material para defender a compra do Master pelo BRB. A mensagem foi interceptada pouco antes da operação de aquisição, em março de 2025.

A perícia indica que Costa já planejava apresentar um material de defesa para as críticas à aquisição, incluindo discussões sobre imóveis. Em conjunto, as mensagens reforçam a percepção de participação de Costa e Vorcaro em suposto esquema de propina.

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