- A ministra do meio ambiente da Colômbia, Irene Vélez Torres, afirmou que a crise no Oriente Médio reforça a necessidade de acelerar a transição para energias limpas, como solar, eólica e geotérmica.
- A declaração ocorre antes de uma cúpula conjunta da Colômbia com a Holanda, de 24 a 29 de abril, em Santa Marta, com cerca de cinquenta países discutindo a saída de combustíveis fósseis.
- A reunião deve funcionar como espaço político para debater a eliminação gradual de combustíveis fósseis, sem exigir compromissos vinculantes.
- A Colômbia, grande produtora de petróleo, depende de óleo e carvão para parte de suas receitas, mas tem aumentado a participação de energias renováveis de cerca de 1% para 16% da matriz elétrica.
- O encontro acontece em meio a tensões geopolíticas que afetam o mercado de energia, com divergências entre países produtores e aqueles que defendem uma transição mais rápida.
A ministra colombiana de Meio Ambiente afirma que a crise no Oriente Médio pode acelerar a transição energética. Em entrevista à Associated Press, Irene Vélez Torres destacou a necessidade de reduzir o uso de petróleo, gás e carvão diante da instabilidade global.
A consulta ocorre antes de um cínico cúpula internacional sobre combustíveis fósseis. O encontro conjunto da Colômbia e Países Baixos acontecerá entre 24 e 29 de abril, na cidade caribenha de Santa Marta, com foco em caminhos para além dos combustíveis fósseis.
Vélez descreveu o episódio no Oriente Médio como um catalisador de incerteza nos mercados de energia, destacando a importância de acelerar a agenda verde. O formato do encontro é político, não vinculante, segundo a ministra.
O evento visa ampliar o debate sobre a faseout de combustíveis fósseis, sem exigir compromissos formais de países. A ideia é criar espaço para discussões que, na prática, não se confundam com acordos obrigatórios.
Colômbia depende de petróleo e carvão para parte da receita do governo, ainda que tenha avanços em fontes renováveis. O país investe em solar e eólica, com participação da matriz elétrica subindo nos últimos anos.
Sob o governo do presidente Gustavo Petro, Bogotá anunciou a suspensão de novas explorações de petróleo e defende uma transição global, alinhada a críticas sobre a efetividade de negociações climáticas da ONU. Vélez apontou crescimento de renováveis no mix elétrico.
A reunião ocorre em meio a tensões geopolíticas, especialmente envolvendo o Irã, que afetam mercados de energia e elevam preocupações sobre suprimento via o estreito de Hormuz. O encontro em Santa Marta busca influenciar negociações futuras.
Entre as partes interessadas, autoridades norte-americanas e outras delegações promovem distintas estratégias de curto prazo. O texto não se compromete com metas imediatas, mas sinaliza direcionamento político para debates globais.
A cúpula de Santa Marta antecede a COP31, marcada para a Turquia ainda neste ano, e pretende informar lados das negociações oficiais sobre clima e produção de energia. Vélez reforçou a função de espaço político do encontro.
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