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Nativos americanos reagem ao novo logo polêmico dos Washington Commanders

Logo com lança divide indígenas: apoio de alguns grupos; críticas afirmam ser retrocesso e risco de dano a jovens nativos.

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  • O Washington Commanders divulgou, em 15 de abril, imagens de um logo alternativo com uma lança entrelaçada ao redor do “W” no capacete; o logotipo principal continua sendo o “W”.
  • Organizações de povos nativos criticaram a mudança, dizendo que reforça estereótipos e é inadequada; a Associação de Assuntos Indígenas Americanos pediu para parar de tratar povos nativos como mascotes.
  • Grupos pró-logo, como a Native American Guardians Association, elogiaram a inclusão da lança; já Not In Our Honor rejeitou a mudança.
  • Ativistas e estudiosos disseram que o logotipo pode causar dano, associando-o a imagens de “nobre selvagem” e perpetuando estereótipos sobre povos nativos.
  • A equipe afirmou que ouviu os torcedores e que a lança pode aparecer no uniforme alternativo em quatro jogos nesta temporada e em mercadorias; a NFL não comentou sobre consulta a povos nativos.

A Washington Commanders lançou um novo logotipo alternativo com uma lança entrelaçada ao redor da letra W, mantendo o W como primeira marca. A divulgação ocorreu nas redes sociais em 15 de abril, acompanhada de uma legenda que remetia ao legado da equipe.

A imagem provocou reações distintas entre organizações e líderes da imprensa indígena. Grupos que defendem os direitos dos povos nativos criticaram a decisão, destacando que a equipe não deve se associar à figura do indígena como mascote. A associação de defesa de direitos indígenas afirmou que é necessário ouvir os povos nativos.

O time afirmou que a lança simboliza a união entre passado e presente, com o ponta da lança representando a liderança. A equipe disse que o design integra uma ideia de foco no futuro e de liderança de combatentes, sem detalhar consultorias com comunidades nativas.

Alguns grupos elogiaram a iniciativa. A Native American Guardians Association destacou a presença de um elemento nativo no logotipo, afirmando que reforça a ligação entre herança indígena e tradições esportivas dos EUA. A entidade também disse que ficou satisfeita com a retomada de imagens nativas no símbolo.

Outros críticos contestaram a decisão. A organização Not In Our Honor disse que o logotipo representa retrocesso na representação cultural indígena e que o símbolo não condiz com o novo nome. Pesquisadores indígenas questionaram se o logotipo realmente reflete os valores da tradição Maskoke e apontaram problemas com a associação de virtudes a um marco visual.

Especialistas externos também questionaram o impacto cultural. Um psicólogo social apontou que símbolos com tema indígena podem causar danos psicológicos a jovens indígenas ao reforçar estereótipos. Um historiador estadunidense ressaltou que símbolos são criados e interpretados coletivamente, não apenas fabricados por marketing.

Durante entrevista à imprensa local, o presidente da franquia, Mark Clouse, disse que o lança se tornou um ícone utilizado em várias ações de marketing no ano anterior e que sua inclusão no uniforme alternativo era o passo natural. Ele enfatizou que a equipe ouvirá o feedback, mas que nem todos ficarão satisfeitos.

A atualização também envolve os uniformes alternativos, com o logotipo de lança sendo utilizado em quatro jogos da temporada e em itens de merchandisings, segundo a equipe. A Commanders disse que continuará buscando formas de integrar o símbolo no futuro.

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