- Nesta sexta-feira, a Alerj decide o seu novo presidente, em disputa entre Douglas Ruas (PL) e Vitor Junior (PDT).
- A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido do PDT para voto secreto na eleição da ALERJ.
- Uma frente formada por PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV afirmou que retirará deputados do plenário caso o voto seja aberto.
- Douglas Ruas é ligado ao ex-governador cassado Cláudio Castro; Vitor Junior recebe apoio do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes.
- A decisão reafirma que compete ao Legislativo interpretar suas regras regimentais, não cabendo ao Judiciário interferir na interpretação interna da casa.
Alerj vota nesta sexta-feira para eleger o novo presidente. O pleito ocorre em meio a tensão entre partidos que apoiam candidatos distintos. A decisão da Justiça sobre o voto aberto é o principal desdobramento do dia.
Douglas Ruas, do PL, disputa a cadeira contra Vitor Junior, do PDT. Ruas recebe apoio de ex-governador Cláudio Castro, enquanto Junior tem respaldo do ex-prefeito Eduardo Paes. A contenda envolve leitura de regras regimentais da casa.
Na noite de quinta-feira (16), a Justiça do Rio negou o pedido do PDT para voto secreto na eleição da Alerj. A decisão mantém a possibilidade de voto aberto no plenário, sem alterar o escrutínio previsto para sexta (17).
Os partidos da frente formada por PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV indicam resistência a um processo eleitoral aberto. Em nota, afirmam que o voto aberto expõe parlamentares a pressões e retaliações.
A decisão judicial foi proferida pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, que afirmou que compete ao Legislativo interpretar seus regimentos. Ela ressaltou que o Judiciário não pode intervir em questões internas da casa.
A relatora substitui o desembargador Ricardo Couto, que está no cargo interinamente desde a cassação de Castro. A decisão também menciona que resta definir, pela Corte, quem substituirá o ex-governador no governo do estado.
No âmbito federal, o STF discute ainda se a eleição do governador no estado deve ocorrer por voto indireto. O placar atual aponta vantagem à eleição indireta, com ministros votando pela regra em sessão ainda sem conclusão.
Apenas o ministro Cristiano Zanin votou contra a linha majoritária, alegando finalidade da cassação de Castro para viabilizar a eleição indireta. O julgamento aguarda os próximos votos para encerramento.
Nota pública do PDT e das siglas que integram a frente partidária reafirma a defesa do voto secreto. Segundo o texto, o voto aberto favoreceria pressões e coações, comprometendo a independência do Legislativo.
Rio de Janeiro, 16 de abril de 2026. Alerj espera a eleição do novo presidente na sexta, com o desfecho ainda dependente de interpretação regimental e de ações judiciais em curso.
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