- A pressão pela saída do chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru, Piero Corvetto, aumentou nesta sexta-feira, em meio a atrasos e irregularidades na apuração dos votos.
- Uma investigação policial está em andamento após materiais de quatro seções eleitorais serem encontrados na via pública em Lima; os votos dessas seções já haviam sido registrados.
- Observadores da União Europeia disseram não ter visto evidências de fraude; os resultados finais podem levar até duas semanas.
- Com 93,3% das cédulas apuradas, Keiko Fujimori lidera com 17%, seguida por Roberto Sanchez, com 12,0%, e Rafael Lopez Aliaga, com 11,9%, disputando o segundo lugar, hoje separado por cerca de 13 mil votos.
- Aproximadamente 5% das cédulas aguardam revisão por um júri eleitoral especial devido a falhas ou informações ausentes; líderes empresariais e parlamentares clamam pela renúncia de Corvetto.
O que aconteceu: a pressão pela saída do chefe do órgão eleitoral do Peru aumentou nesta sexta-feira, 17 de abril, em meio a atrasos na apuração e alegações de irregularidades. Materiais de seções eleitorais foram encontrados em via pública em Lima, gerando uma investigação policial em andamento. Observadores da UE falaram em falta de evidências de fraude.
Quem está envolvido: o chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Piero Corvetto, é alvo de pedidos de demissão. O adversário político Roberto Sanchez disputa o segundo lugar com Rafael Lopez Aliaga, ex-prefeito de Lima, enquanto Keiko Fujimori lidera a contagem para o segundo turno. O Júri Nacional de Eleições abriu uma queixa criminal contra Corvetto.
Quando ocorreu: os fatos ganham contorno na semana em que se intensificaram críticas e protestos após o atraso na consulta de votos de 12 de abril. A apuração segue em curso até hoje, com atualização frequente dos números oficiais.
Onde aconteceu: Lima, Peru, onde as seções eleitorais apresentaram falhas logísticas que contribuíram para a prorrogação da votação e para a contagem lenta. A investigação policial também se concentra em materiais encontrados na capital.
Por quê: empresários e parlamentares pressionam por renúncia, argumentando que a supervisão do segundo turno deve ficar a cargo de uma autoridade diferente. Atrasos logísticos e supostas irregularidades alimentaram a desconfiança sobre o processo eleitoral e as decisões do ONPE.
Resultados e contexto da apuração: com 93,3% dos votos apurados, Roberto Sanchez acumulava 12,0% e Rafael Lopez Aliaga 11,9%, ambos lutando pelo segundo lugar, atrás de Fujimori, com 17%. A data do segundo turno ainda não está definida, com estimativa de duas semanas para o encerramento da apuração, segundo o grupo Transparencia.
Controvérsias e desdobramentos
Atrasos na contagem forçaram a prorrogação da votação em parte da capital, o que levou a acusações de fraude por Lopez Aliaga. Corvetto negou irregularidades e reconheceu falhas logísticas. O tribunal eleitoral instaurou uma ação contra o chefe do ONPE, citando potenciais violações de direitos de voto.
Investigação policial também investiga materiais de quatro seções eleitorais encontrados na via pública de Lima. O escritório eleitoral informou que os votos dessas seções já haviam sido registrados para contagem, aguardando revisão.
Observadores da UE acompanharam o processo e, nesta semana, concluíram não ter encontrado evidências de fraude. As informações sobre o andamento da apuração são atualizadas pelas autoridades locais conforme o escrutínio avança.
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