- A Polícia Federal prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, na quarta fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master.
- A prisão causou reação no Governo do Distrito Federal; a governadora Celina Leão afirmou que o BRB está sob nova gestão, enfatizando que é um banco sólido e buscando transparência para elucidar o caso.
- Ibaneis Rocha, ex-governador, negou qualquer envolvimento nas tratativas investigadas; a defesa destacou autonomia da área técnica do BRB.
- Especialistas disseram que a prisão era esperada pelo mercado e que o foco passa a ser a materialidade criminal e possíveis impactos na captação de recursos, como o uso de garantias junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
- O cenário inclui impactos na negociação de reforço de caixa do BRB e discussões sobre medidas de recuperação e governança da instituição.
A prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, ocorreu na sexta fase da operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal. O caso envolve possível prática de crimes financeiros durante a gestão do banco, agora sob nova direção. A defesa do ex-governador Ibaneis Rocha afirma não haver participação dele nas tratativas.
Durante agenda pública, a governadora Celina Leão (PP) comentou o desdobramento, apontando críticas à gestão de Costa. Ela disse que já havia sinalizado mudanças no comando do BRB e ressaltou que o banco está sob nova gestão e precisa seguir operando com transparência.
A governadora destacou que o BRB é sólido e que ações de auditoria e troca de equipes foram adotadas desde o início do governo para ampliar o controle. Celina afirmou que busca esclarecer os fatos e que os responsáveis devem responder pelas possíveis irregularidades.
Repercussões e impactos no BRB
Especialistas avaliam que a prisão já era esperada pelo mercado financeiro, dado o histórico de negociações do BRB com o Banco Master e a montagem de garantias para captação. O fluxo de negociação de ativos do Master e a fiscalização do GDF estão no centro das atenções.
Analistas também apontam que a investigação pode influenciar a percepção sobre a capacidade do BRB de levantar recursos, como o pedido ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A situação atual tende a exigir distanciamento entre o passivo penal e a gestão da instituição.
Perspectivas legais e jurídicas
Especialistas em direito público ressaltam que o caso envolve múltiplos tipos penais, incluindo corrupção, lavagem de capitais e organização criminosa, com indícios de mecanismos paralelos para burlar regras de compliance. A apuração pode se estender conforme novas evidências.
A defesa de Ibaneis Rocha nega participação direta nas decisões investigadas, destacando autonomia técnica do BRB e ausência de ingerência no acompanhamento das operações. O grupo de advogados ressalta que o governador não tinha influência sobre as tratativas financeiras.
Cenário institucional e timeline
Entre 2025 e 2026 ocorreram decisões do Cade, BC e CLDF sobre a compra de ações do Master e a capitalização do BRB. Em 16 de abril, Costa foi preso, ampliando o eixo de fiscalização sobre o banco. O governo do DF mantém o foco na elucidação e na continuidade do funcionamento da instituição.
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