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Secom testa estratégia sobre caso Master, aponta análise

Governo testa estratégia de explicações sobre o caso Master, buscando conter danos e reposicionar narrativa antes que o tema domine o debate

O publicitário Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom)
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  • Secom testou nova estratégia para lidar com a crise do Master, buscando mostrar atuação do governo no combate à corrupção.
  • Foi convocada uma coletiva com o ministro da Justiça, Wellington César e Lima, ao lado de delegados da Polícia Federal, para explicar a prisão de Paulo Henrique Costa.
  • Planalto pretende se antecipar às repercussões e conter desgaste, diante do desgaste provocado pelo tema.
  • Pesquisas indicam relação do tema com o governo e o Supremo; AtlasIntel/Bloomberg aponta que 39,5% veem aliados de Lula como os mais envolvidos.
  • A campanha busca reagir rapidamente e planeja ataques a Flávio Bolsonaro para desconstruí-lo; há cautela interna no PT sobre ampliar o assunto antes de entender a dimensão da delação.

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo federal testou nos últimos dias uma nova estratégia para lidar com a crise envolvendo o caso Master. A ideia é enfrentar o tema enquanto as investigações continuam, marcando a atuação do governo no combate à corrupção.

A estratégia previa uma coletiva de imprensa com o ministro da Justiça, Wellington César e Lima, e delegados da Polícia Federal, na quinta-feira 16. O objetivo é esclarecer a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Interlocutores do Planalto afirmam que o esclarecimento faz parte de um esforço para antever repercussões e reduzir desgaste político. A aposta é manter o tema sob controle enquanto as apurações seguem.

Desdobramentos políticos

Segundo a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, 39,5% dos brasileiros veem aliados do presidente Lula como os mais envolvidos no escândalo. O levantamento indica associação maior com o governo e com o STF.

A CNN Brasil informou que Lula pediu reação rápida de aliados e da pré-campanha, orientando conter danos e reposicionar a narrativa antes que a corrupção vire eixo central do debate eleitoral.

Nos bastidores, a campanha deve intensificar ataques ao senador Flávio Bolsonaro, buscando apresentá-lo como menos moderado e estabelecer comparação com o governo anterior.

A estratégia é acompanhada por debates sobre a origem do tema, já que Lula associou parcialmente o caso ao governo de Jair Bolsonaro, incluindo críticas ao ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.

Cautela e riscos

A avaliação interna é de que tornar o caso mais visível pode ampliar a dimensão do assunto. Dirigentes petistas ressaltam o risco de explorar um tema ainda sem conclusão das delações de Daniel Vorcaro, que prometem atingir figuras relevantes.

A oposição voltou a evocar episódios como o mensalão e a Lava Jato, buscando ligar o caso Master a uma tradição de corrupção associada a governos anteriores. A comunicação busca evitar ultrapassar limites institucionais.

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