- O Senado dos EUA aprovou por cinquenta votos a quarenta e nove a revogação da moratória de vinte anos sobre mineração próximo à Boundary Waters Canoe Area Wilderness, em Minnesota.
- A medida já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e seguirá para assinatura do presidente Donald Trump.
- Twin Metals Minnesota, unidade da holding Antofagasta PLC, busca construir uma mina de cobre e níquel a poucos quilômetros da área selvagem, o que enfrentou forte oposição ambiental.
- A senadora Tina Smith, representante de Minnesota, criticou a medida, dizendo que ela expõe o patrimônio natural a impactos tóxicos de mineração e que o projeto envolve empresa estrangeira.
- A votação contou com dois votos de oposição entre republicanos (Susan Collins e Thom Tillis) e não houve voto de Josh Hawley; ainda assim, a mineração pode enfrentar desafios legais e de licenciamento regulatório.
O Senado dos Estados Unidos aprovou, por 50 votos a 49, a overturnar a moratória de 20 anos que proibiu a mineração perto da Boundary Waters Canoe Area Wilderness, no estado de Minnesota. A votação ocorreu nesta quinta-feira, após a Câmara já ter aprovado a medida.
A mudança permite retomar a mineração em um trecho de 225 mil acres na Floresta Nacional Superior, região rica em cobre e níquel. A decisão envolve a empresa Twin Metals Minnesota, controlada pela chilena Antofagasta PLC, que pretende explorar o área próxima às áreas de lazer.
A proposta chega antes de a medida seguir para a assinatura do presidente. Um dos principais opositores, a senadora democrata Tina Smith, argumentou que a mineração pode contaminar o ecossistema das águas profundas da região, destacando riscos ambientais.
O grupo ambiental Save the Boundary Waters criticou a votação, chamando-a de dia sombrio para a proteção de áreas wild. A entidade destacou a necessidade de manter padrões ambientais rigorosos e a proteção de recursos naturais públicos.
Em defesa da medida, a Twin Metals afirmou que o projeto passará por avaliações regulatórias extensas e de múltiplos órgãos antes de qualquer licença de construção. A empresa sustenta que o empreendimento gerará empregos na região e fortalecerá cadeias de suprimentos nacionais.
Segundo a imprensa, mesmo com a aprovação no Senado, o projeto pode enfrentar batalhas legais e a necessidade de obter licenças federais e autorizações estaduais antes de avançar. As próximas etapas dependem de tramitação e de eventuais litígios.
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