- A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal vai julgar na quarta-feira, 22, se mantém a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
- Ele passou a primeira noite no presídio da Papuda, em Brasília, e pode fechar acordo de delação premiada.
- Investigações indicam uso de empresas de fachada para transferir imóveis de luxo em negociações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
- Conversas divulgadas pela Polícia Federal apontam a tentativa de repasse de seis imóveis avaliados em cerca de R$ 146,5 milhões.
- Os imóveis citados ficam em áreas nobres de São Paulo e Brasília, incluindo cobertura na Vila Olímpia e empreendimentos no Itaim Bibi; a tendência no STF é manter a prisão.
A Segunda Turma do STF vai julgar, nesta quarta-feira (22), a manutenção da prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Ele foi preso por suspeita de negociação ilegal e ficou a primeira noite no presídio da Papuda, em Brasília, com possibilidade de delação premiada.
As investigações apontam uso de empresas de fachada para transferir imóveis de luxo em negociações ligadas a Daniel Vorcaro, do Banco Master. Costa foi detido após a PF divulgar mensagens que indicam a tentativa de repassar seis imóveis avaliados em cerca de R$ 146,5 milhões.
Entre as mensagens, o advogado Daniel Monteiro descreve a operação, citando documentos prontos e a definição de imóveis, valores e diretores das sociedades para a compra. O objetivo seria viabilizar a aquisição sem lastro pelo BRB.
Os imóveis mencionados ficam em áreas nobres de São Paulo e Brasília, incluindo uma cobertura duplex na Vila Olímpia e empreendimentos no Itaim Bibi, com unidades chegando a R$ 45 milhões. A tendência no STF é pela manutenção da prisão.
Contexto
A defesa de Costa argumenta que não houve comprovação de fraude consumada, enquanto o Ministério Público sustenta o risco de obstrução da justiça. A decisão sobre a prisão deve ser anunciada ao longo desta semana pelas autoridades competentes.
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