- A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, disse a deputados distritais que há pressão para privatizar o BRB e afirmou que vai lutar para impedir isso.
- Em reunião, ela citou o interesse do BTG Pactual no banco como um dos possíveis compradores.
- O BRB sofreu rombo superior a R$ 6 bilhões em decorrência de fraudes do antigo Banco Master.
- Chegou a ser discutida a federalização do BRB, mas integrantes do governo federal descartaram a medida.
- A narrativa de bastidores aponta que, se o governo não cobre o rombo, Celina Leão poderá arcar com consequências nas eleições deste ano.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou, em reunião com deputados distritais na quarta-feira (15), que há pressão para privatizar o BRB e que não permitirá que isso ocorra. Ela disse que vai lutar para manter o banco estatal sob controle do governo local.
Celina relatou que o BTG Pactual teria demonstrado interesse em adquirir o BRB, segundo relatos de participantes do encontro. A declaração ocorreu em meio a discussões sobre o futuro do banco após o rombo envolvendo fraudes no setor financeiro.
O BRB atravessa um período de instabilidade provocado por operações fraudulentas associadas ao Banco Master, que teriam gerado um rombo superior a 6 bilhões de reais. Nesse cenário, chegou a ser discutida a federalização do BRB, ideia que foi descartada por integrantes do governo federal.
Contexto do BRB e desdobramentos
Integrantes do BRB afirmam que Celina Leão tem se dedicado a encontrar soluções para salvar o banco. Pessoas próximas citam que, caso o governo não cubra o déficit, a governadora pode assumir responsabilidade política na temporada eleitoral.
Aliados de Celina Leão ressaltam que ela não foi responsável pelas negociações com o Banco Master na época. Chegou a comentar, em conversas reservadas, que a aquisição de carteiras poderia representar um risco.
Investigações posteriores mostraram que grande parte das carteiras adquiridas pelo BRB tinham indícios de fraude, reforçando a gravidade do rombo. O tema segue em debate entre autoridades, representantes do banco e o governo local. Fonte: Folha de S.Paulo
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