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Missão em apoio a Ramagem depende de aval do plenário e articulação com EUA

Missão de senadores aos EUA para acompanhar Ramagem depende de pauta no plenário e de confirmação de agendas com autoridades norte-americanas

O então deputado Alexandre Ramagem durante reunião em comissão; político foi preso e solto nos Estados Unidos na última semana
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  • A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou a viagem de senadores aos Estados Unidos para acompanhar a situação de imigrantes brasileiros, incluindo o caso de Alexandre Ramagem; o pedido ainda depende do plenário e de agendas com autoridades norte‑americanas.
  • O requerimento foi apresentado pelo senador Jorge Seif, que afirma a necessidade de verificar a situação de Ramagem, que foi detido pelo ICE e solto em 15.
  • Para seguir, a pauta precisa ser marcada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em sessão deliberativa prevista para quarta‑feira, 22, e depende da definição de itens na pauta.
  • A missão visa estabelecer diálogo institucional com autoridades do Poder Legislativo dos Estados Unidos e com representantes diplomáticos brasileiros; a composição da comitiva deve ser definida entre os integrantes da CRE.
  • O gasto da viagem está previsto no orçamento do Senado; a iniciativa teve apoio de Eduardo Bolsonaro, e pode incluir parlamentares do colegiado conforme confirmação das agendas com autoridades americanas.

Um grupo de senadores decidiu pleitear uma missão oficial aos Estados Unidos para acompanhar a situação de imigrantes brasileiros no país, com foco no ex-deputado Alexandre Ramagem. A ideia está em fase de articulação entre as casas legislativas e autoridades norte-americanas.

A viagem foi aprovada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, mas ainda precisa passar pelo plenário e depende da pauta do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. O pedido foi apresentado pelo senador Jorge Seif, do PL de Santa Catarina.

Além de confirmar a viabilidade no plenário, a missão exige entendimentos prévios com autoridades dos EUA. A expectativa é realizar visitas a Orlando e a Washington, D.C., para tratar de casos de presos e de asilo político, incluindo Ramagem.

Situação de Ramagem e objetivo

Seif afirmou que a missão busca verificar a situação de Ramagem, que esteve foragido e foi detido pelo ICE antes de ser solto. O objetivo é acompanhar as condições do ex-deputado e manter diálogo institucional entre os poderes.

O grupo também deve analisar a situação de imigrantes brasileiros no território americano e, se possível, dialogar com o corpo diplomático brasileiro. A ideia é reforçar a cooperação entre governos e representantes brasileiros no exterior.

A definição dos integrantes depende da aprovação de eventuais membros da Comissão de Direitos Humanos, presidida pela senadora Damares Alves, e de participação de outros integrantes da CRE. A escolha ocorrerá conforme disponibilidade e pauta.

Caminhos e custos

Se aprovada pelo plenário, a viagem dependerá de confirmação de agendas com autoridades dos EUA. O custo da missão é lembrado pelo relator como financiado pelo Senado, não configurando gasto adicional, segundo o senador.

Durante a tramitação, houve críticas de parlamentares governistas, que questionaram o uso de recursos públicos para o deslocamento. A defesa é de que se trata de uma missão oficial, prevista no orçamento, com finalidade institucional.

Apoio à medida teve retorno de membros da oposição e de aliados. Entre eles, Eduardo Bolsonaro manifestou apoio à ida, destacando a observação de casos de perseguição a simpatizantes do governo. O parlamentar se encontra no país desde o ano anterior.

Viagens aos EUA: histórico recente

Caso a missão prospere, será a segunda ação desse tipo desde a posse de Donald Trump, quando um grupo de senadores já visitou Washington para tratar de tarifas e comércio. A última iniciativa ocorreu em junho de 2025, com encontros entre representantes brasileiros, diplomatas e empresários.

Naquela ocasião, o grupo de trabalho da CRE reuniu senadores de diferentes partidos, que discutiram com interlocutores norte-americanos sem chegar a acordo sobre a redução de tarifas.

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