- A Lei nº 18.442, de 2 de abril de 2026, unifica as carreiras de soldados de 2ª classe e 1ª classe na Polícia Militar, criando a patente única de soldado PM.
- A policial Yasmin Cursino Ferreira, que atirou e matou uma mulher na zona leste de São Paulo em 3 de abril, receberá um aumento salarial de R$ 480 por equiparação automática.
- A transposição foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo na sexta-feira, 17, exatamente duas semanas após o incidente.
- A SSP-SP reforça que não houve promoção, apenas o cumprimento da nova lei, que extinguiu a divisão entre 1ª e 2ª classes e unificou a remuneração sob a nova patente.
- Outras centenas de militares também tiveram atualização salarial e os nomes foram publicados no Diário Oficial.
O policial militar Yasmin Cursino Ferreira, que atirou e matou uma mulher na zona leste de São Paulo, em 3 de abril, teve reajuste salarial de 480 reais. A medida decorre de uma nova lei que entrou em vigor no início de abril.
A mudança ocorreu duas semanas após o episódio, em que Yasmin foi afastada da corporação. A transposição publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, em 17 de abril, unificou as carreiras de soldado de 2ª classe e de 1ª classe sob a nomenclatura única de soldado PM.
Segundo a SSP-SP, o aumento não representa promoção, e sim a equiparação automática prevista pela nova lei. A pasta explicou que a legislação extinguiu a divisão antiga entre as classes e garantiu o ajuste para quem ocupava a antiga 2ª classe.
Mudanças na carreira e impacto remuneratório
A lei 18.442, de 2 de abril de 2026, unifica as patentes de soldado e altera a estrutura da carreira na PM. Dessa forma, antigos soldados de 2ª classe passaram a receber vencimento compatível com a nova classificação, evitando redução salarial.
Além de Yasmin, centenas de militares foram alcançados pela atualização e tiveram os nomes publicados no Diário Oficial. A SSP-SP informou que o ajuste é automático para cumprir a nova normativa.
Caso ocorrido na Cidade Tiradentes
A vítima, Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos, foi baleada no tórax durante patrulha na Rua Edimundo Audran, na Cidade Tiradentes. A discussão começou após a viatura encostar no marido da vítima.
A policial desceu do veículo, houve bate-boca e, em seguida, o disparo. O corpo de Thawanna foi levado ao Hospital Santa Marcelina, onde morreu horas depois. A perícia apontou hemorragia interna.
A Polícia Civil e a Corregedoria da PM trabalham no caso. Outras corregedorias das instituições envolvidas também apuram os fatos. A reportagem tenta contato com a defesa de Yasmin.
Entre na conversa da comunidade