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Quatro de nove pré-candidatos à presidente apoiam anistia; confira quem

Quatro dos nove pré-candidatos defendem anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro, enquanto debate segue no Congresso

Mulher segura cartaz para pedir anistia às pessoas presas e condenadas por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro de 2023
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  • Quatro dos nove pré-candidatos são favoráveis à anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro; um deles apoia, ao menos, o projeto de dosimetria das penas.
  • Os que defendem a anistia são Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Aldo Rebelo (Democracia Cristã).
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto da dosimetria, que tratava de mudanças nas regras de progressão de regime.
  • A principal peça em tramitação no Congresso sobre o tema é o projeto de lei 2.858/2022, que prevê perdão para crimes políticos ou eleitorais a partir de 30 de outubro de 2022.
  • Não responderam aos questionamentos sobre o tema Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobilização Popular) e Samara Martins (Unidade Popular).

De nove pré-candidatos à Presidência, quatro são favoráveis à anistia para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, enquanto um apoia a dosimetria das penas. O levantamento foi feito pelo Valor junto aos candidatos e suas equipes. A discussão sobre anistia envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos em cinco crimes.

Entre os que defendem a ideia, está Ronaldo Caiado (PSD), que confirmou o compromisso de anistiar os condenados, incluindo Bolsonaro, caso seja eleito. Romeu Zema (Novo) também é favorável, desde que a medida seja aprovada como projeto de lei ordinária no Congresso. Aldo Rebelo (DC) já sinalizou apoio, porém sem detalhar propostas adicionais.

Lula (PT) mantém posição de defender a democracia, tendo vetado integralmente a dosimetria, mas não especificou apoio à anistia ampla. Flávio Bolsonaro (PL) é um dos principais articuladores da pauta, defendendo uma anistia geral para pacificação do país. Renan Santos (MBL) apoia a dosimetria, argumento central de seu posicionamento técnico, diferente da linha de Caiado e Zema.

Pessoas que não se manifestaram

Não houve resposta de Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobilização Popular) e Samara Martins (Unidade Popular) às perguntas do Valor. O espaço para comentários permanece aberto.

A atual tramitação sobre anistia envolve o PL 2.858/2022, de Major Vitor Hugo, que propõe perdão a crimes políticos ou eleitorais cometidos a partir de 30 de outubro de 2022. O texto está em pauta no Congresso, com desdobramentos ainda incertos. O Valor procurou a comunicação da Presidência para posicionamento oficial sobre a anistia, sem retorno até o fechamento desta matéria.

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