- Artigos recentes destacam o custo emocional da conservação, incluindo luto ecológico, fadiga de compaixão e estresse psicológico entre profissionais da área.
- Em 2025, foi fundada a Revive, grupo de trabalho global da Sociedade de Biologia da Conservação, para equipar pessoas, equipes e organizações com ferramentas de resiliência baseadas em evidências.
- A iniciativa busca criar uma cultura de cuidado na conservação, conectando colegas e oferecendo workshops de bem‑estar, grupos de apoio e subsídios para iniciativas de bem‑estar de equipes.
- Organizações como Lonely Conservationists, Conservation Optimism e Good Grief Network promovem apoio comunitário, enquanto redes como Climate Mental Health Network e Unthinkable fornecem recursos de resiliência desde a infância.
- O objetivo é mudança sistêmica: não apenas soluções individuais, mas também liderança, financiadores e formuladores de políticas adotando práticas de cuidado como norma fundamental da profissão.
Recent articles do Mongabay trazem à tona o peso emocional da conservação, como o esgotamento, o luto ecológico e o estresse psicológico afetam profissionais na linha de frente. O texto aponta que a dor é real, mas as pessoas também buscam soluções práticas dentro do próprio campo.
Em 2025, diante de instabilidade global para a área, foi criado o Revive, grupo de trabalho global da Society for Conservation Biology. A iniciativa reúne conservationistas para estimular práticas de resiliência com base em evidências.
Revive funciona como comunidade de prática criada por e para profissionais da conservação, com mais de 100 membros em 30 países. O objetivo é equipar indivíduos, equipes e organizações com ferramentas que mudem normas da força de trabalho.
Cultura de cuidado e ferramentas práticas
A atuação inclui ferramentas de resiliência baseadas em evidências, workshops de bem-estar e grupos de apoio entre pares. Há também bolsas para iniciativas de bem-estar em equipes e subsídios para trabalhar com especialistas em saúde mental na conservação.
Conexões com iniciativas já existentes ajudam a ampliar o alcance. Organizações como Lonely Conservationists, Conservation Optimism e Good Grief Network promovem comunidade por meio de relatos e suporte entre colegas. Redes ligadas à saúde mental ambiental ampliam o suporte a jovens e familiares.
Indígenas e outros guardiões ambientais oferecem aprendizados sobre exaustão geracional. O objetivo é construir evidência sobre a eficácia dessas abordagens adaptadas ao setor. A visão é fortalecer indivíduos, liderança organizacional, docentes, financiadores e formuladores de políticas.
Caminho para mudanças sistêmicas
O texto defende uma abordagem holística, em que a mudança de comportamento individual ocorre em conjunto com mudanças culturais. Ferramentas de pesquisa, webinars e atividades práticas compõem o conjunto de ações da rede Revive.
Ao compartilhar recursos, a iniciativa busca tornar a cultura de cuidado parte intrínseca da conservação, e não apenas uma medida adicional. O objetivo é manter profissionais bem e motivados para a preservação ambiental.
Jen Miller e Kelly Guilbeau são citadas como responsáveis por iniciativas de resiliência, articulando a importância de uma cultura de cuidado como componente central do sucesso da conservação.
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