- A Secretaria de Esportes da gestão Tarcísio de Freitas não sabe onde foram parar R$ 23 milhões em materiais, após inventário do almoxarifado solicitado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.
- O inventário mostrou notas de empenho somando R$ 51,5 milhões, mas os itens armazenados somaram apenas R$ 16,7 milhões, restando um saldo não localizado.
- Localizados, houve R$ 11,5 milhões encontrados, sendo parte doados; ainda assim, o restante dos itens não foi identificado.
- O Tribunal de Contas apontou ausência de controle de estoque, o que levou à abertura de sindicância pela secretaria para apurar responsabilidades.
- No decorrer dos anos, houve mudanças de gestão: a ex-secretária Helena Reis criou uma comissão de inventário; em 2026, oficiais Sênior foram exonerados após as tratativas envolvendo o caso.
A Secretaria de Esportes da gestão Tarcísio de Freitas não sabe onde foram parar R$ 23 milhões em materiais adquiridos pela pasta. O rombo foi identificado após inventário do almoxarifado requisitado pelo TCE de São Paulo. Notas de empenho somam R$ 51,5 milhões, mas itens armazenados valem R$ 16,7 milhões.
Parte dos materiais localizados soma R$ 11,5 milhões, sendo que itens foram doados. Mesmo assim, o restante não foi identificado. A secretaria afirmou que instaurou medidas para aprimorar o controle, rastreamento e gestão patrimonial.
Controvérsia e desdobramentos
O TCE-SP apontou, no início de 2025, divergência entre o saldo do almoxarifado e o registrado no Siafem, além da ausência de controle de estoque. A fiscalização também indicou desorganização no armazenamento de itens.
Em abril de 2024, a então secretária executiva Helena Reis criou uma comissão de inventário para mapear os materiais. Em junho, o termo de inventário apontou divergência de R$ 34,7 milhões entre o que estava in loco e o valor contábil nas notas de empenho.
Posições e ações da pasta
O relatório descreveu falta de zelo no armazenamento e ausência de controle físico e contábil. Um pedido para envio de recibos de doações teve resposta incompleta, com apenas uma servidora contribuindo. Em julho, providências prioritárias foram solicitadas, sem cumprimento de imediato.
Em dezembro, técnicos localizaram R$ 11,5 milhões em materiais, parte doados a escolas, entidades, municípios e eventos esportivos. A secretaria afirmou que as doações ocorrem mediante ofício e que os itens beneficiam o calendário de atividades.
Situação de gestão e mudanças
Até a publicação destas informações, não houve confirmação sobre a conclusão de uma sindicância. O TCE também ressaltou dificuldades de levantamento documental, correlacionando materiais, estoque e notas de empenho. Em 2026, o então secretário-executivo e o coordenador de gestão corporativa deixaram os cargos.
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