- STF Segunda Turma marcou julgamento virtual entre 11h de 22/04 e 23h59 de 24/04 para decidir se mantém a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, determinada pelo ministro André Mendonça.
- Costa foi preso em 16 de abril pela Polícia Federal, durante a nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga lavagem de dinheiro para pagamento de propina a agentes públicos.
- A PF aponta que Costa pode ter recebido ao menos seis imóveis, avaliados em R$ 146,5 milhões, como propina para facilitar negociações entre BRB e Banco Master; dois em Brasília e quatro em São Paulo.
- Além de Costa, o advogado Daniel Lopes Monteiro, que representou o Banco Master, foi preso; sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal e em São Paulo.
- O advogado de Costa, Cleber Lopes, afirmou que a defesa considerou a prisão “absolutamente desnecessária”.
O plenário virtual da Segunda Turma do STF vai julgar se mantém ou não a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O caso será analisado entre 11h de quarta-feira (22) e 23h59 de sexta-feira (24), em formato remoto, com votos apresentados pelos ministros. A expectativa é pela manutenção da decisão do ministro André Mendonça.
Costa foi preso na manhã de quinta-feira (16) pela Polícia Federal, atendendo a determinação do STF. A operação integra a nova fase da Operação Compliance Zero, que apura lavagem de dinheiro para pagamento de propina a agentes públicos.
Operação Compliance Zero
A PF aponta que Costa seria beneficiário de pelo menos seis imóveis de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, avaliados em 146,5 milhões de reais, dois em Brasília e quatro em São Paulo. A suspeita é de pagamento de propina para facilitar negociações entre as instituições financeiras.
Além de Costa, o advogado Daniel Lopes Monteiro, que atuou em defesa do Banco Master, foi preso na mesma ação. Ao todo, os agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.
O advogado de Costa, Cleber Lopes, comentou em frente à residência do ex-presidente, afirmando que a defesa considera a prisão desnecessária. Não há até o momento declarações de defesa que alterem o andamento do processo no STF.
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