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Tarcísio troca chefe da PM após acusação de omissão em caso envolvendo PCC

Promotor aponta omissão de coronel ante denúncias de vazamentos e propina de R$ 5 milhões envolvendo PCC, levando à troca no comando da PM de SP

Promotor contou em depoimento sigiloso que havia advertido o coronel sobre vazamentos de informações e propina de R$ 5 milhões e entregou áudios; defesa de coronel nega irregularidades e governo de São Paulo diz que troca seguiu diretriz técnica
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  • Depoimento sigiloso do promotor Lincoln Gakiya e documento encaminhado à Justiça Militar apontaram suspeita de omissão de Coutinho diante de denúncias sobre subordinados ligados ao PCC e propina de 5 milhões de reais, contribuindo para a queda do comandante e a troca no comando da PM de SP.
  • Ao todo, oito policiais da Rota são investigados por vazarem informações ao PCC em troca de propina; Coutinho teria sido informado sobre o caso e sobre vazamentos de operações do Gaeco.
  • A defesa de Coutinho diz que ele não teve acesso aos autos e nega irregularidades; afirma que ele não foi alertado sobre envolvimento de subordinados.
  • O governo de São Paulo informou que Coutinho pediu afastamento por motivos pessoais e que as trocas de comando ocorreram por critérios técnicos, destacando a posse de Glauce Anselmo Cavalli, primeira mulher a chefiar a PM em dois séculos.
  • Ainda segundo o material, Coutinho era informado de que policiais da Rota tinham conhecimento de irregularidades e poderia ter tomado providências, o que é alvo de investigação sob possível prevaricação ou falsidade documental.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou a troca no comando da Polícia Militar após uma investigação que envolve suposta omissão de um coronel diante de denúncias sobre corrupção ligada ao PCC. O depoimento sigiloso do promotor revelou advertências ao atual ex-comandante sobre vazamentos de informações e propina, além da entrega de áudios para apuração.

Segundo informações do Gaeco, o promotor Lincoln Gakiya detalhou contatos com o coronel José Augusto Coutinho e apontou omissão diante de denúncias envolvendo subordinados. A defesa de Coutinho nega irregularidades, alegando não ter acesso aos autos. O governo estadual afirma que houve troca por diretriz técnica.

A decisão de substituir Coutinho ocorreu após a identificação de frestas na atuação da Polícia Militar, segundo o Palácio dos Bandeirantes. Quem assumiu o posto foi a coronel Glauce Anselmo Cavalli, primeira mulher a chefiar a PM em 200 anos, em meio a uma reestruturação da cúpula da corporação.

Ao todo, oito policiais da Rota são alvo da apuração, entre capitães, sargentos e cabos, sob suspeita de vazamento de informações em troca de propina para empresas ligadas ao PCC. Um capitão abordado pela Corregedoria confirmou que Coutinho era informado sobre o esquema.

O documento encaminhado ao procurador-geral de Justiça indica que Coutinho teria conhecimento de irregularidades envolvendo a Rota, sem ter tomado providências. Os possíveis crimes citados envolvem prevaricação e falsidade documental, com penas previstas de seis meses a dois anos.

A defesa de Coutinho sustenta desconhecer os elementos do inquérito e afirma que não houve acesso aos autos. Ainda conforme o órgão de defesa, o coronel é considerado profissional exemplar com mais de 34 anos de carreira na PM, sem histórico de irregularidades.

A apuração também envolve o contexto político da gestão estadual, incluindo a exoneração de outros comandantes indicados pelo ex-secretário Guilherme Derrite. A assessoria do governo destaca que as mudanças foram motivadas por critérios técnicos e pelo objetivo de manter padrões operacionais.

O caso vem acompanhando a atuação da cúpula da PM durante o período de transição de comando e reforça a necessidade de apurações rigorosas sobre eventuais ilícitos envolvendo policiais ligados ao crime organizado. A instrução de apuração e as respostas oficiais seguem em andamento.

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