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Desembargadora afirma temer juízes ao cortar penduricalhos

Desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, alerta para possível regime de escravidão entre juízes com o corte de penduricalhos

Eva do Amaral Coelho
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  • A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, afirmou temer que a magistratura passe a viver em regime de escravidão com a redução de penduricalhos.
  • Ela recebeu R$ 91 mil líquidos em março, com acumulado de R$ 216 mil nos três primeiros meses do ano, acima do teto do funcionalismo.
  • Eva atuou no julgamento do Massacre de Eldorado dos Carajás, liderando fases cruciais e pedindo o afastamento do caso após excluir da vara uma prova da Unicamp que apontava a autoria dos disparos pelos PMs.
  • Tem 74 anos e está na carreira há quase 41 anos, sendo desembargadora do Pará desde julho de 2020; já passou pela Justiça Eleitoral e integra o Conselho da Magistratura (2021–2023).
  • Sua trajetória inclui atuação como advogada, passagem pelo Serpro e formação em direito em 1980 pelo Centro de Estudos Superiores do Estado do Pará.

A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, afirmou temer que a magistratura passe a viver em um regime de escravidão com a redução de penduricalhos após decisão do STF. Em março, recebeu 91 mil reais líquidos, valor que chamou a atenção. Eva participou do julgamento que envolve o Massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996, quando 19 trabalhadores rurais foram mortos em operação policial.

Naquele caso, Eva, à época juíza de primeira instância, esteve à frente de fases críticas do processo e determinou a exclusão de um parecer técnico da Unicamp que apontava origem dos disparos. Posteriormente, pediu afastamento do caso. A cidade de Eldorado dos Carajás fica no sul do Pará, próximo a Marabá.

Atualmente com 74 anos, Eva Coelho soma quase 41 anos de carreira, iniciando em 1985. Chegou ao TJPA em 2020, após passagem por varas criminais na capital e no interior. Sua trajetória também inclui atuação na Justiça Eleitoral entre 2012 e 2016.

Contexto profissional e financeiro

Eva atuou ainda como advogada em Belém e Marabá e teve passagem pelo Serpro, na área de recursos humanos. Formou-se em Direito em 1980 pelo Centro de Estudos Superiores do Pará. Foi conselheira da Magistratura entre 2021 e 2023 e condecorada em 2021 pela recepção de mérito ético-profissional.

Trajetória e reconhecimento

Em entrevista de 2020, a desembargadora defendia prudência, empatia e decoro no exercício da função, sem apego ao cargo. Em sessão do TJ, criticou a expressão penduricalhos ao se referir a benefícios de magistrados, ressaltando o impacto da expectativa de cortes de verbas na rotina da Justiça.

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