- Desembargadora Eva do Amaral Coelho atua no Tribunal de Justiça do Pará desde 2020 e recebeu R$ 91.000 em março.
- Em sessão, afirmou que o corte de penduricalhos pode levar juízes a parecerem “em regime de escravidão” e mencionou colegas com dificuldade de pagar as contas.
- Afirmou que narrativas foram criadas para retratar juízes como sem escrúpulos que ganham muito sem fazer nada, mudando a percepção da magistratura.
- Disse que juízes trabalham muitas horas extras, sacrificando fins de semana.
- Pediu desculpas aos colegas pelo desabafo, considerado um relato sobre uma situação muito triste.
A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA), proferiu uma fala durante uma sessão em que comparou cortes de penduricalhos a um regime de escravidão. Ela atua no TJ-PA desde 2020 e, segundo apuração, recebeu 91 mil reais em março.
A magistrada disse que colegas com dificuldade para pagar as contas poderiam terminar entre os funcionários que trabalham em regime de escravidão. Segundo sua avaliação, há uma visão de que juízes não trabalham e recebem verbas de forma privilegiada, o que classificou como expressão inadequada.
Ainda na sessão, ela afirmou que narrativas sobre a magistratura ter tal comportamento teriam sido criadas, e que juízes passaram a ser vistos como sem escrúpulos que ganham muito sem realizar trabalho. A desembargadora pediu desculpas aos colegas pelo desabafo diante de uma situação considerada grave.
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