- Polícia Federal aponta Assis Brasil e Epitaciolândia, no Acre, como pontos de maior risco para entrada e saída de drogas, com fluxo intenso pela BR-317 e vias vicinais.
- Assis Brasil fica na tríplice fronteira com Peru e Bolívia; Epitaciolândia faz fronteira com Cobija, a 115 quilômetros de Assis Brasil.
- Riscos também são destacados na Reserva Extrativista Chico Mendes, onde áreas rurais são usadas para disfarçar ações de tráfico.
- Estão em foco três eixos de escoamento: via terrestre, rotas fluviais pelos rios Negro, Solimões, Acre e Iaco, e canais aéreos com helicópteros e aviões clandestinos.
- Principais facções — Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital — atuam fortemente na Amazônia; há também atuação do grupo B13 no Acre; o governo reforça cooperação com Peru e Bolívia e criou estruturas para integração policial e ambiental.
O governo identificou cidades na fronteira com Peru e Bolívia como portas de entrada de drogas na Amazônia, a partir de um levantamento de 2025. Assis Brasil, no Acre, e Epitaciolândia, na fronteira com Cobija, Bolívia, aparecem como pontos de maior risco para entrada e saída de cocaína, devido ao intenso fluxo pela BR-317 e por estradas vicinais.
A Polícia Federal aponta três eixos de escoamento: via terrestre pela BR-317, rotas fluviais pelos rios Negro e Solimões com origem na Colômbia e Peru, e pelos rios Acre e Iaco. O tráfico também usa rotas aéreas geridas por helicópteros e aviões clandestinos provenientes de Colômbia e Peru. No Acre, há atuação de facções como Comando Vermelho, PCC e o grupo B13, além de pequenos grupos locais.
O documento da PF, enviado à CPI do Crime Organizado, também destaca risco elevado em áreas rurais da Reserva Extrativista Chico Mendes, usadas para desvio de fiscalização. As informações apontam integração entre forças estaduais e cooperação internacional com Peru e Bolívia em operações conjuntas e troca de informações.
Principais rotas de escoamento
A Senappen, ligada ao Ministério da Justiça, reforça que cocaína é o principal motor do crime organizado na Amazônia. Segundo análises da Inteligência Penitenciária, existem duas rotas prioritárias: a Solimões, de caráter fluvial, conectando Amazonas e Pará; e a BR-364, que liga Acre e Rondônia ao Mato Grosso e, depois, ao Sul e Sudeste.
Para enfrentar o problema, o governo instituiu o Plano AMAS (Amazônia: Segurança e Soberania) e o Centro de Cooperação Policial Internacional, com foco na troca de informações e na atuação integrada em fronteiras. Também foi criada a Diretoria da Amazônia e Meio Ambiente na PF, para ampliar a atuação regional.
Desdobramentos e impactos
As autoridades destacam a necessidade de continuidade da cooperação com forças estaduais e a atuação em operações conjuntas com Peru e Bolívia. O objetivo é desarticular rotas de drogas e inibir o desvio de fiscalização em áreas de fronteira. O levantamento reforça o papel da cocaína como motor do crime organizado na região.
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