- O ministro Alexandre de Moraes tornou-se o principal interlocutor do comandante do Exército, Tomás Paiva, em questões envolvendo militares investigados, com contatos frequentemente iniciados pelo próprio general para obter informações e esclarecer dúvidas sobre decisões judiciais.
- O diálogo entre Moraes e o Exército também define como agir com militares investigados ou presos, com critérios internos segundo a gravidade dos casos.
- O Exército credenciou o Banco Master para empréstimos consignados, repassando cerca de R$ 39 milhões em pouco mais de um ano; há indícios de irregularidades na movimentação dos recursos, segundo o Coaf encaminhado à CPI do Crime Organizado.
- O Exército diz que não houve prejuízo público, mas a conexão entre decisões administrativas, relações institucionais e investigações financeiras levanta questionamentos sobre a influência de Moraes na governança das Forças Armadas.
- O ministro Gilmar Mendes afirmou não enxergar crise institucional no STF e disse discordar de colegas que veem esse cenário, minimizando polêmicas recentes, como o caso do Banco Master.
- A Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União pedem ao STF que rejeite a ação do PT sobre a delação premiada, argumentando que já existem mecanismos legais e que mudanças devem ser discutidas pelo Legislativo.
- O PT desembolsou cerca de R$ 411 mil em impulsionamento de conteúdos críticos ao senador Flávio Bolsonaro, marcando mudança na estratégia de comunicação digital do partido.
O ministro do STF Alexandre de Moraes tornou-se interlocutor central do comandante do Exército, Tomás Paiva, em questões envolvendo militares sob investigação. O contato parte, em maioria, do próprio general, que busca informações sobre investigações e sobre o cumprimento de decisões judiciais. O relacionamento envolve ainda orientações sobre atuação com militares investigados ou presos.
O Exército credenciou o Banco Master para empréstimos consignados, movimentando cerca de R$ 39 milhões em pouco mais de um ano, conforme dados enviados pelo Coaf à CPI do Crime Organizado. Há indícios de irregularidades na movimentação, como concentração em uma única titularidade e dificuldade para rastrear beneficiários finais. O Exército sustenta que não houve prejuízo público, por tratar-se de valores privados.
Gilmar Mendes minimiza crise no STF
O ministro Gilmar Mendes disse não enxergar crise institucional na Corte e discordou de colegas que apontam esse cenário. Em entrevista, comparou a situação a um “copo meio cheio” e atribuiu a instabilidade a problemas internos, como falhas na gestão processual e demora em julgamentos, especialmente no TSE. Também minimizou polêmicas envolvendo o Banco Master.
PGR e AGU pedem rejeição de ação do PT
A PGR e a AGU manifestaram-se contra uma ação do PT que busca restringir a delação premiada. O processo, paralisado desde 2021, foi liberado para julgamento por Moraes e retomou discussões em meio a investigações sensíveis, como o caso Banco Master. As instituições defendem mecanismos legais suficientes e dizem que mudanças devem vir do Legislativo.
PT investe em impulsionamento de conteúdos contra Flávio Bolsonaro
O PT passou a usar impulsionamento pago em redes sociais para ampliar conteúdos críticos ao senador Flávio Bolsonaro. A prática marca uma mudança de postura da legenda, que anteriormente condenava esse tipo de estratégia. O objetivo é ampliar o alcance de publicações negativas no ambiente digital.
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