- Starmer disse que as autoridades do Ministério das Relações Exteriores ocultaram informações na nomeação de Peter Mandelson, ligado a Jeffrey Epstein, para a embaixada dos EUA.
- O premiê afirmou que se arrepende de ter nomeado Mandelson e o demitiu em setembro após revelações sobre seus vínculos com Epstein.
- A controvérsia envolve o nível de autorização de verificação de segurança “developed vetting” concedido a Mandelson em janeiro de 2025, apesar de recomendações contrárias.
- Starmer afirmou não saber dessas recomendações e disse ter impedido o ministério de desrespeitá-las no futuro; Olly Robbins foi demitido pela assinatura da declaração que validou a verificação.
- A crise ocorre a três semanas das eleições locais, com críticas de a oposição sobre a credibilidade do governo e do líder, enquanto os conservadores destacam a falha de responsabilização.
Keir Starmer cobra responsabilidade das autoridades do Foreign Office após nomeação de Mandelson, ligada a Jeffrey Epstein, e tenta conter crise no governo. O episódio ocorreu nesta segunda-feira, no Parlamento do Reino Unido, em meio a cobranças de renúncia. O premiê afirma que autoridades ministeriais omitiram informações cruciais antes da nomeação.
Segundo Starmer, ele foi informado de que Mandelson possuía vínculos com Epstein, mas não recebeu dados de que a verificação de segurança havia recomendado negar a autorização. O ministro de Relações Exteriores, no entanto, não havia alertado o premiê sobre a recomendação de veto na tomada de decisão.
Starmer reconhece arrependimento pela nomeação de Mandelson, demitido em setembro após revelações sobre vínculos com Epstein. A controvérsia voltou à tona quando o governo informou ter descoberto que a verificação falhou no status de autorização de acesso a informações ultrassecretas.
O líder trabalhista afirma que não nomearia Mandelson se soubesse da recomendação negativa. Ele também disse que impede o Ministério das Relações Exteriores de contrariar esse tipo de orientação no futuro.
O episódio envolve a UK Security Vetting, cuja decisão administrativa foi reportada como ignorada pelo ministério em janeiro de 2025. A autorização denominada “developed vetting” permitiria acesso a informações ultrassecretas.
Starmer criticou a conduta das autoridades do Foreign Office, dizendo que ocultaram informações de ministros sêniores. O primeiro-ministro afirmou que não houve intenção de enganar Parlamento ou o público.
Antes, Starmer demitiu Olly Robbins, chefe da área, após a confirmação de que Robbins aprovou a declaração de passagem do Mandelson pelo processo, mesmo com o alerta externo. Robbins não se pronunciou formalmente sobre a demissão.
O caso repercute a três semanas das eleições locais, com expectativas de perdas para o Partido Trabalhista. A crise aumenta questionamentos sobre o controle de Starmer sobre o governo, embora não haja pedido formal de saída por parte de parlamentares da sigla.
A oposição conservadora, liderada por Kemi Badenoch, cobrou que Starmer assuma responsabilidade pelas decisões. Ela criticou a gestão do premiê e o funcionamento da liderança diante dos erros revelados.
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