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Zema afirma que levará a candidatura até o fim

Zema diz que levará a pré-candidatura até o fim, rejeita ser vice de Flávio Bolsonaro e promete apoio no segundo turno, criticando Supremo e Senado.

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  • Romeu Zema afirmou ao SBT News que levará a pré-candidatura até o fim.
  • Desmentiu convite para ser vice de Flávio Bolsonaro no primeiro turno; houve acordo de apoio mútuo em eventual segundo turno.
  • Comentou o pedido de Gilmar Mendes para incluí-lo no Inquérito das Fake News, classificando a medida como sinal de autoritarismo.
  • Criticou o Supremo Tribunal Federal, citando ministros e contratos que, segundo ele, geram indignação e pediu explicações sobre proximidade com o crime organizado.
  • Criticou o Senado como acovardado e defendeu impeachment; disse manter posição contrária ao PT e avaliou alianças com Centrão com ressalvas.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (20) que manterá a candidatura até o fim. Em entrevista ao SBT News, ele descartou a possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. No entanto, confirmou acordo de apoio mútuo em eventual segundo turno contra candidatos de esquerda.

Zema ressaltou que não houve convite formal para compor chapa com Flávio Bolsonaro e frisou que pretende seguir com a pré-campanha até o término. O acordo anunciado envolve apoio recíproco no segundo turno, independentemente de quem avance para essa etapa.

Durante a entrevista, o ex-governador comentou o pedido do ministro Gilmar Mendes para investigá-lo no Inquérito das Fake News, relacionado a vídeos com inteligência artificial que satirizavam membros do Supremo. Ele classificou a medida como sinal de autoritarismo e rejeitou a ideia de ser silenciado.

Em tom crítico ao Judiciário, Zema mencionou que há distanciamento entre a percepção pública e a atuação de ministros como Gilmar Mendes e Dias Toffoli, além de citar Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, em relação a contratos que, segundo ele, geram indignação. O ex-governador afirmou não possuir qualquer vínculo irregular.

O pré-candidato também direcionou críticas ao Senado, classificando-o como acovardado. Ele disse acreditar que mudanças no país exigem que o Legislativo adote postura mais firme diante do Judiciário e citou a possibilidade de impeachment como medida adequada para assuntos relevantes.

Ao falar sobre alianças, Zema manteve posição contrária ao PT e apontou ressalvas com partidos do Centrão, como PP e União Brasil. Ele afirmou que o Novo não deve aceitar composições que envolvam qualquer tipo de conivência com cargos e vantagens, mesmo reconhecendo que algumas legendas adotam práticas questionáveis.

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