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Zema afirma que STF não tolera mais piadas

Zema afirma que STF o persegue; Mendes pede a inclusão dele no inquérito das fake news

"Se a liberdade significa alguma coisa, será sim, sobretudo, o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir", afirmou Zema, citando o autor George Orwell
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  • O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência, Romeu Zema, disse que o STF está perseguindo-o, em resposta ao pedido de Gilmar Mendes para que Moraes inclua Zema no inquérito das fake news.
  • Mendes sugeriu a inclusão de Zema no inquérito, que investiga informações falsas contra autoridades, com base em um vídeo satirizando o STF e o Banco Master.
  • A peça audiovisual faz parte da série criada pela equipe de Zema, chamada Os Intocáveis, e foi publicada nas redes sociais do ex-governador.
  • Em vídeo no Instagram, Zema afirmou que o inquérito das fake news funciona como “passe livre” para que ministros atuem conforme desejarem, dizendo que “eles são vítima, acusador e juiz” ao mesmo tempo.
  • O vídeo critica ainda decisões de ministros, cita deepfake e destaca que Moraes já encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República.

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, afirmou nesta segunda-feira (20/abr/2026) que o STF o persegue. A declaração ocorreu após Gilmar Mendes pedir a Alexandre de Moraes a inclusão do ex-governador no inquérito das fake news.

A polêmica envolve um vídeo de sátira que questiona a relação do STF com o Banco Master. A produção integra a série Os Intocáveis, criada pela equipe de Zema e publicada nas redes oficiais do ex-governador, no Instagram.

Zema afirmou que o inquérito das fake news funciona como um “passe livre” para ações dos ministros. Segundo ele, há uma leitura de que os ministros seriam ao mesmo tempo vítimas, acusadores e juízes, o que, na visão dele, compromete a imparcialidade.

O ex-governador comparou a situação atual com casos históricos de liberdade de expressão, citando humoristas e programas que, segundo ele, questionavam o poder. Ele disse que aqueles que se julgam intocáveis não toleram mais qualquer tipo de piada.

Em vídeo divulgado, Zema disse ainda que a série Os Intocáveis demonstra uma tentativa de perseguição contra ele. Ele ressaltou ter tranquilidade por estar do lado certo da história, apesar do que chamou de definhamento da liberdade de expressão no país.

O material também aborda a decisão de Gilmar Mendes, em 27 de fevereiro, de anulou decisão da CPI do Crime Organizado que havia determinado a quebra de sigilos da Maridth Participações, ligada à família de Toffoli. Moraes encaminhou o caso à PGR.

A apuração satiriza essa agenda com uso de deepfake e edição que simula vozes de ministros. O Ministério Público e o STF são citados como alvos do humor contido nos episódios da série Os Intocáveis.

A denúncia sobre o inquérito das fake news foi instaurada pelo STF em 2019, ainda sob sigilo, e continua em andamento. A tramitação envolve centenas de indiciados ao longo dos anos, sem prazo definido para o encerramento.

A reportagem de referência detalha a origem do inquérito aberto pelo então presidente Dias Toffoli e o papel de Moraes como relator. O processo tem histórico de debates sobre legalidade, atuação do Ministério Público e princípios constitucionais.

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