- O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, afirmou ter ficado surpreso ao saber que Gilmar Mendes pediu a inclusão dele no inquérito das fake news.
- Em entrevista à Bastidores CNN, Zema disse que a ação do ministro comprova a ideia de que o STF quer calar quem discorda.
- Zema classificou a postura de Gilmar como antidemocrática e disse que brasileiros enfrentam a “podridão” em Brasília.
- A CNN informou que o pedido para investigar Zema é sigiloso e foi enviado ao relator, Alexandre de Moraes, que aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República.
- O ex-governador já teve conflitos anteriores com Gilmar Mendes e afirmou que uma decisão favorável ao estado no passado não o obriga a ser submisso ao STF.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), disse nesta segunda-feira que recebeu com surpresa e decepção a notícia de que o ministro Gilmar Mendes pediu a inclusão dele no inquérito das Fake News. A informação foi veiculada pela CNN Brasil, com base em apuração sobre o caso sigiloso.
Zema afirmou, em entrevista ao Bastidores CNN, que a atitude do ministro confirmou a crença de que o STF tenta calar quem discorda. O ex-governador alegou ter usado uma alegoria para criticar aspectos do funcionamento da Corte, sugerindo que há sigilo excessivo em determinadas ações.
Segundo a CNN, a solicitação para apurar Zema partiu de Gilmar Mendes e foi enviada ao relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, que aguarda a manifestação da Procuradoria-Geral da República. A iniciativa envolve o inquérito das Fake News e permanece sob sigilo.
A reportagem aponta que a provocação tem relação com um vídeo em que dois fantoches representam Gilmar Mendes e Dias Toffoli discutindo o tema do Banco Master. O episódio é apresentado como desdobramento de tensões entre Zema e o STF ao longo dos meses.
Em abril, Gilmar Mendes criticou Zema após o ex-governador defender impeachment e prisão de Toffoli e Moraes. Na época, o ministro chamou a ideia de contradição. Zema respondeu com novas críticas, afirmando que decisões judiciais do passado não o obrigam a se submeter ao STF.
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