- 21 de abril de 2026 marca 41 anos da morte de Tancredo Neves, figura-chave na transição da ditadura para a democracia.
- Ele foi eleito indiretamente pelo Colégio Eleitoral em janeiro de 1985, mas não chegou a tomar posse; o vice José Sarney assumiu a Presidência.
- Nascido em São João del-Rei, Minas Gerais, em 4 de março de 1910, formou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais e iniciou a carreira política como vereador.
- Já ocupou o cargo de primeiro-ministro no regime parlamentarista e foi governador de Minas Gerais, atuando pela abertura democrática.
- A morte, ocorrida no Dia de Tiradentes, tornou-se um marco simbólico da transição pacífica e sinalizou o começo da Nova República.
O dia 21 de abril de 2026 marca os 41 anos da morte de Tancredo Neves, figura central na transição brasileira da ditadura para a democracia. Eleito indiretamente pelo Colégio Eleitoral em janeiro de 1985, Tancredo não chegou a tomar posse. Sua morte, no Dia de Tiradentes, gerou comoção nacional e simbolizou um momento delicado da história política.
Natural de Minas Gerais, Tancredo teve uma longa trajetória pública. Formou-se em Direito pela UFMG e ingressou na política em 1935, tornando-se vereador e, em seguida, presidente da Câmara Municipal. A atuação pública ganhou projeção nacional ao longo dos anos.
Contexto histórico
Durante o regime militar, Tancredo manteve postura pragmática dentro do MDB, oposição consentida. Em 1964, após o golpe, passou a atuar promovendo gradual retomada de liberdades, contribuindo para a abertura lenta, gradual e segura. Em 1982 foi eleito governador de Minas Gerais.
Em 1985, a eleição presidencial ocorreu pelo Colégio Eleitoral, após a derrota da Emenda Diretas Já. Tancredo consolidou-se como principal nome da oposição e venceu Paulo Maluf, representando a esperança de transição pacífica.
Sua internação na véspera da posse, em 14 de março de 1985, marcaria o desfecho trágico da trajetória. A morte, anunciada em 21 de abril, levou José Sarney à Presidência, dando início à Nova República.
Legado político
Ao longo da carreira, Tancredo foi associado ao espírito de conciliação e diálogo. Sua liderança em Minas Gerais e no conjunto da oposição ajudou a ampliar espaços democráticos e estabelecer bases institucionais para o novo ciclo democrático.
Casado com Risoleta Neves, Tancredo deixou três filhos e foi avô de Aécio Neves, figura relevante da política mineira e nacional. A trajetória dele é lembrada como referência de transição democrática no Brasil.
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