- Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado por Santa Catarina (PL), disse que vai levantar nomes de prefeitos e vereadores do PL que não declararem apoio recorrente à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
- A lista será levada à executiva nacional para “corrigir” a postura dos correligionários.
- A declaração ocorre em meio a atritos dentro da direita e à cobrança por apoio explícito a Flávio Bolsonaro.
- Carlos citou que quem quer vencer precisa agir, comunicar e vestir a camisa, pedindo que seguidores exponham lideranças locais sem posicionamento favorável.
- O irmão de Carlos, Eduardo Bolsonaro, também envolve-se na disputa, após acerto com Nikolas Ferreira (PL-MG) e críticas pela falta de apoio ao irmão Flávio.
Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado pelo PL em Santa Catarina, afirmou nesta quarta-feira que pretende levantar nomes de prefeitos e vereadores do mesmo partido que não publicly apoiem de forma recorrente a campanha de Flávio Bolsonaro, também pelo PL, à Presidência. A ideia é encaminhar a lista à executiva nacional para cobrar alinhamento.
A declaração ocorre em meio a atritos dentro da base da direita antes das eleições. Carlos é filho de Jair Bolsonaro, ex-presidente, e integra uma ala do bolsonarismo que tem cobrado apoio explícito de aliados à candidatura de Flávio.
No início deste mês, Eduardo Bolsonaro, irmão de Carlos, disputou atrito público com Nikolas Ferreira, deputado federal do PL, por não apoiar de forma esperada a campanha de Flávio. Eduardo afirmou que o colega desrespeita a família ao não cumprir o esperado apoio.
Em postagem nas redes sociais, Carlos afirmou que quem busca vitória precisa agir, comunicar e vestir a camisa. Ele pediu que seguidores exponham lideranças locais que não tenham se posicionado favoravelmente à pré-candidatura de Flávio ou que façam posts de apoio.
O ex-vereador do Rio de Janeiro também comentou sobre a possibilidade de repercussões adversas decorrentes da iniciativa, afirmando que não teme provocar desertos ou desentendimentos na base, desde que haja unidade e coerência entre os aliados.
A publicação de Carlos gerou reações entre aliados e opositores, dentro de um cenário de contínua circulação de mensagens sobre alinhamentos políticos e estratégias de mobilização da direita nas disputas eleitorais.
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