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Deltan aposta em troca no comando do TSE para candidatura ser confirmada

Deltan Dallagnol aposta que nova composição do TSE vai confirmar sua candidatura ao Senado, sustentando ausência de inelegibilidade

Deltan Dallagnol, ex-deputado | Reprodução
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  • Deltan Dallagnol, ex-procurador, é pré-candidato ao Senado pelo Novo-PR, apostando que a nova composição do Tribunal Superior Eleitoral confirmará sua candidatura.
  • A defesa entende que, diferente de 2023, quando o ministro Benedito Gonçalves votou pela cassação do registro, a atual configuração da Corte pode alterar o entendimento.
  • O registro foi cassado em 2022 por entenderem que ele pediu exoneração do Ministério Público para burlar a Lei da Ficha Limpa; ele deixou o Ministério Público Federal onze meses antes da disputa.
  • A defesa sustenta que não há inelegibilidade porque não é possível prever o resultado e por os processos administrativos (PADs) que poderiam punir não tramitarem.
  • A chapa mira ficar no mesmo palanque do senador Sérgio Moro, com uma possível dobradinha ao Senado com o deputado Filipe Barros.

Deltan Dallagnol, ex-procurador federal, é alvo de uma aposta para a confirmação de sua candidatura ao Senado pelo Novo-PR. A defesa acredita que a nova composição do Tribunal Superior Eleitoral pode mudar o entendimento que levou à cassação do registro.

O registro de Dallagnol foi cassado em 2022, após a Justiça Eleitoral considerar que ele pediu exoneração do Ministério Público Federal para burlar a Lei da Ficha Limpa. Ele deixou o MPF onze meses antes da disputa, enquanto enfrentava processos internos.

A defesa sustenta que não há inelegibilidade definitiva, pois os PADs que poderiam punir o ex-procurador não trancaram por completo o processo. A avaliação depende da leitura que o TSE fará da legislação diante de novos ministros.

Matheus Rios, chefe de gabinete e advogado de Dallagnol, afirma que a composição atual do TSE será decisiva para o novo entendimento. Em 2023, ministros que votaram pela cassação não integram mais a corte, e o grupo atual inclui Nunes Marques, André Mendonça, Toffoli, Reis, Villas Bôas Cueva, Estela Aranha e Floriano Marques.

Dallagnol está pré-candidato ao Senado e busca compor a chapa com Filipe Barros, do PL-PR, mirando o Senado no Paraná. Ele também é ligado ao movimento político que envolve a possível candidatura de Sérgio Moro a governador.

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