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Empresa de pré-candidato do PL no RJ compra precatório de anistiada

Empresas ligadas ao pré-candidato do PL no RJ investiram na compra de precatórios de vítima da ditadura e de agente demitido por corrupção

O deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ) durante agenda de campanha do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) à Prefeitura do Rio de Janeiro
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  • Empresas ligadas ao pré-candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, compraram precatórios de uma anistiada da ditadura e de um agente demitido da Polícia Civil por corrupção.
  • A Saur Construção, Terraplanagem e Locação Ltda. (90% da sociedade pertence a Douglas Ruas) e a Mical Invest e Participações (controlada por Mariana Barbosa, mulher de Ruas) realizaram as aquisições, conforme registros divulgados pela Folha.
  • Um dos precatórios pertence a uma mulher de 75 anos indenizada por torturas na ditadura; o valor de face é de R$ 917 mil, e não houve comentário da vítima.
  • Dois precatórios adicionais pertencem ao comissário Carlos Antônio Torres, demitido da Polícia Civil em 2018; a Procuradoria-Geral do Estado contestou pagamentos, mas o Tribunal de Justiça determinou o pagamento por meio de precatórios, com valores de R$ 339 mil e R$ 429 mil. A Mical adquiriu ambos.
  • Todas as transações teriam sido intermediadas por um escritório de investimentos que atua no setor, que conecta compradores e vendedores de precatórios.

Empresas ligadas ao pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PL foram acionadas em compras de precatórios. Dentre os papéis adquiridos, há títulos emitidos em nome de uma mulher anistiada da ditadura militar e de um ex-agente da Polícia Civil envolvido em denúncias de corrupção. As operações ocorreram nos últimos anos e foram reveladas pela Folha de S.Paulo.

A Saur Construção, Terraplanagem e Locação Ltda, que tem Douglas Ruas como sócio majoritário, e a Mical Invest e Participações, de Marianne Barbosa (mulher do deputado), adquiriram os precatórios. As transações ocorreram por meio de um escritório de investimentos que intermediou os negócios, segundo as escrituras.

Detalhes dos precatórios

Um dos títulos pertenceu a uma mulher de 75 anos que recebeu indenização judicial por torturas ocorridas durante a ditadura. A indenização foi concedida pela Justiça de Goiás, e o precatório está avaliado em cerca de 917 mil reais. A mulher foi presa em três ocasiões durante o regime militar, conforme registram os documentos.

Outro grupo de precatórios envolve o comissário Carlos Antônio Torres, desligado da Polícia Civil em 2018 após investigação. Torres foi alvo de apurações sobre suposta propina na delegacia de Bangu. O Tribunal de Justiça autorizou o pagamento de dois precatórios, com valores de 339 mil reais e 429 mil reais, que foram adquiridos pela Mical.

Contexto e objeto das negociações

As escrituras destacam que as operações foram intermediadas por um escritório que atua no setor de precatórios, conectando compradores e vendedores conforme a conclusão dos negócios. O objetivo dos compradores é obter retorno financeiro com o eventual pagamento futuro dos títulos.

Douglas Ruas afirmou que a carteira de investimentos da Saur é definida exclusivamente pelo sócio-administrador e não pelo deputado. Ele também informou que as aquisições ocorreram por meio de um escritório de investimentos, sem comentar detalhes operacionais.

Repercussão e notas oficiais

A reportagem não conseguiu localizar a senhora9 destinatária de um dos precatórios para comentários. As informações divulgadas são baseadas em documentos públicos e nas escrituras de transação. Não há, até o momento, indicativos de que as compras envolvam recursos públicos diretos ou beneficiem atividades ilícitas.

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