- Engie classificou como “desastre para a França” o plano de Marine Le Pen de zerar as renováveis e o regulador de energia.
- A crítica partiu da CEO da Engie, Catherine MacGregor, em Paris, durante encontro com a AJEF.
- Ela disse que as ideias do National Rally em mercados de energia não são boas para o país.
- A proposta de eliminar o regulador independente ocorreria quando projetos dependem de decisões do governo, segundo a executiva.
O CEO daEngie SA afirmou que o plano do partido de ultra-direita de Marine Le Pen para abolir as energias renováveis e o regulador de energia seria um desastre para a França. Catherine MacGregor fez o comentário durante reunião com a associação de jornalistas de negócios AJEF, em Paris, nesta terça-feira. Ela destacou que as propostas atacam fundamentos do mercado de energia do país e prejudicam a viabilidade de grandes projetos, que dependem de decisões governamentais.
Segundo MacGregor, abandonar o regulador de energia independente e abrir caminho para mudanças abruptas no mercado criaria incerteza regulatória. Ela afirmou que tais medidas impactariam negativamente empresas como a Engie e a própria oferta de energia no país. A executiva ressaltou que o atual modelo promove competição e previsibilidade para investimentos.
Contexto das propostas
O plano apresentado pelo National Rally prevê, entre outras medidas, a descontinuidade de políticas de apoio a renováveis e a revisão de estruturas regulatórias. A justificativa apontada pelos defensores do projeto é reduzir custos e ampliar a atuação estatal na energia. Engie é citada como uma das maiores operadoras do setor no país, o que envolve questões de investimento e segurança de fornecimento.
Repercussão no setor
Especialistas destacam que mudanças radicais no marco regulatório podem impactar contratos, investimentos de longo prazo e tarifas ao consumidor. A posição de representantes empresariais, como a da Engie, é vista como fator relevante para o debate público que se intensifica com as próximas eleições. Autoridades e outras empresas do setor ainda não divulgaram respostas oficiais sobre o tema.
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