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Presidente da UNE diz que Lula está desconectado de jovens e do que o público quer

UNE afirma que governo está desconectado da juventude; desafio é reconectar-se aos desejos dos jovens, hoje mais conservadores

Bianca Borges, presidente da UNE, acredita que a esquerda precisa se conectar com os desejos da juventude
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  • Bianca Borges, presidente da UNE, admite que o governo Lula está desconectado da juventude e precisa se conectar com os desejos dos jovens.
  • Ela cita uma pesquisa qualitativa que mostra frustração de eleitores, incluindo a dificuldade de troca de celular, como indicador de desconexão com o governo.
  • Pesquisas mostraram queda de aprovação de Lula entre a geração Z, com 73% de desaprovação, contra 58,6% em levantamento anterior.
  • Dados da Atlas/Bloomberg indicam que, entre jovens dezoito a vinte e quatro anos, 52% se consideram de direita ou centro-direita, e 31% de esquerda ou centro-esquerda.
  • A UNE afirma que os jovens são hiperconectados, mas pouco antiferramentados para filtrar informações, o que pode favorecer a direita e a extrema-direita; a eleição deve ter influência geracional.

Bianca Borges, presidente da UNE, afirma que o governo Lula está desconectado da juventude e que o cenário mudou desde o suposto consenso de que um governo de entregas bastaria para gerar apoio. Ela aponta a necessidade de se conectar com o sentimento das pessoas.

Segundo ela, não basta ampliar o SUS ou inaugurar mais universidades; avalia que esses itens não explicam a insatisfação atual. A observação vem de uma leitura de pesquisa qualitativa da Genial/Quaest, citada pela Coluna do Estadão.

Bianca, 26 anos, formou-se em Direito pela USP e estuda Letras no IFSP. A eleição de outubro deve ter forte influência da geração jovem, avalia. Ela relaciona a distância entre a história do país e o interesse político a falhas no sistema educacional.

Desafios para engajar a juventude

A líder da UNE afirma que os jovens hoje são desconectados da ditadura e da história recente. Alega que esse despojamento favorece o discurso conservador e dificulta a compreensão de políticas progressistas.

Ela compara duas figuras públicas para ilustrar o desafio: Lula, descrito como alguém sem celular, e Nikolas Ferreira, que utiliza ativamente as redes para gravar e editar conteúdos. Essa dicotomia é apresentada como exemplo dos obstáculos de comunicação.

Dados de intenção de voto divulgados pela Coluna passam a acender alertas para o governo. A pesquisa Atlas/Bloomberg aponta queda de aprovação entre jovens da geração Z, com alta da desaprovação de Lula.

Cenário de juventude e percepção política

Outro levantamento, Atlas/Intel, mostra a geração Z com perfil mais conservador, sendo 52% de direita ou centro-direita, contra 31% de esquerda ou centro-esquerda. As informações sinalizam a importância da faixa etária no pleito.

Bianca diz que os jovens são hiperconectados, mas pouco preparados para filtrar informações. O registro aponta frustração com condições de vida e aponta necessidade de soluções perceptíveis além de pautas tradicionais.

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