- Vídeo humorístico de 2018 do Porta dos Fundos voltou a circular após a notícia-crime de Gilmar Mendes que pede a inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news.
- A sátira usa fantoches de ministros e faz referência a decisões ligadas a habeas corpus para beneficiar autoridades, ligadas à figura de Gilmar Mendes.
- Moraes encaminhou a notícia-crime à Procuradoria-Geral da República; o material faz parte da série “Os Intocáveis” criada por Zema.
- O inquérito das fake news foi aberto pelo STF em março de 2019, permanece em sigilo e não tem prazo definido; Toffoli o instaurou e Moraes atua como relator.
- Zema afirmou estar sendo perseguido pelo STF e que não tolera mais piadas; Mendes pediu providências, e o gabinete dele informou que o vídeo não está entre as propostas do tema.
Um vídeo humorístico de 2018 do Porta dos Fundos voltou às redes nesta terça-feira, 21 de abril de 2026, após a apresentação de uma notícia-crime envolvendo o ministro Gilmar Mendes e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. O material, que ironiza decisões que poderiam beneficiar autoridades ligadas ao magistrado, ganhou nova circulação em meio ao contexto do inquérito das fake news.
A peça é baseada na figura de personagens que representam ministros do STF e utiliza a repetição do nome de Mendes. O objetivo, segundo a produção, é satirizar decisões atribuídas a Mendes em habeas corpus e outros despachos. O vídeo cita episódios da série Os Intocáveis, produzida pela equipe de Zema, e circula em perfis de redes sociais do ex-governador. Moraes encaminhou a notícia-crime ao Ministério Público.
Em resposta, o gabinete de Mendes informou que o vídeo não consta entre as propostas do gabinete sobre o tema. A 2ª-feira, 20 de abril, Zema afirmou sentir-se perseguido pelo STF e disse não tolerar piadas ao tratar de autoridades. A reportagem completa pode trazer mais detalhes sobre a manifestação do governador e sobre o andamento do caso.
A SÁTIRA DE 2018
No conteúdo original de 2018, o enredo envolve questionamentos sobre a aprovação de projetos de lei para beneficiar figuras políticas, além de mencionarem habeas corpus em casos da Lava Jato e de outras figuras envolvidas em investigações. A sátira faz referências a decisões que, na visão do vídeo, poderiam favorecer autoridades próximas ao ministro, incluindo menções a casos envolvendo ex-governadores e a figuras associadas à Lava Jato.
A cena também menciona o ex-presidente Michel Temer, que enfrentou investigações na época em diferentes esquemas de corrupção. Os diálogos simulam, de forma humorística, o que poderia ocorrer caso tais decisões fossem aplicadas na prática, segundo o contexto do vídeo.
OS INTocÁVEIS E O INQUÉRITO DAS FAKE NEWS
A notícia-crime encaminhada por Mendes trata do segundo episódio da série Os Intocáveis, publicado nas redes de Zema quando ainda era governador. Moraes já encaminhou o caso à PGR para avaliação. O inquérito das fake news foi aberto em 2019 pelo STF, sob o número 4.781, e permanece em sigilo com andamento permanente.
A criação do inquérito ocorreu sob a presidência de Dias Toffoli, com Moraes como relator designado. A formalização abriu um debate sobre os limites do instrumento, a legalidade do ato e a condução do inquérito em face de críticas sobre o processo. O STF manteve o inquérito em 2020, por decisão unânime entre a maioria dos ministros, com exceção de Marco Aurélio Mello.
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