- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recebeu o Grande Colar da Medalha da Inconfidência em Ouro Preto (MG) e fez discurso com referências históricas, econômicas e institucionais.
- Ele destacou o papel dos mineiros na construção do país e citou Guerra dos Emboabas, Inconfidência Mineira, Revolução Liberal de 1842 e Manifesto dos Mineiros para defender liberdade e autonomia.
- Questionou o desempenho do Brasil nas últimas décadas, destacando oportunidades perdidas e mazelas do patrimonialismo que afetam o Estado.
- Defendeu o fortalecimento institucional, freios e contrapesos funcionando plenamente, além de um mercado competitivo com menos impostos e mais inovação.
- Ao encerrar, associou a medalha a um chamado para a liberdade como conquista diária; a cerimônia reuniu 171 agraciados nas celebrações do 21 de abril.
Tarcísio de Freitas recebeu o Grande Colar da Medalha da Inconfidência em Ouro Preto, MG, na terça-feira (21/4). O governador de São Paulo proferiu um discurso marcado por referências históricas a Minas Gerais, defesa de instituições e críticas ao funcionamento do Estado brasileiro. A cerimônia reuniu autoridades e convidados no contexto das celebrações do 21 de abril.
No pronunciamento, o governador elogiou a contribuição histórica de Minas para o país, destacando o papel do povo mineiro na conciliação de interesses, na paz e na independência. Ele citou episódios como a Guerra dos Emboabas, a Inconfidência Mineira, a Revolução Liberal de 1842 e o Manifesto dos Mineiros, apresentando-os como uma linha de defesa da liberdade e da autonomia política. Disse que a linha comum dessas datas é a recusa à submissão.
Além disso, o gestor questionou o desempenho do Brasil nas últimas décadas, afirmando que, mesmo com grande potencial, ainda há oportunidades perdidas. Pontuou críticas ao patrimonialismo que, segundo ele, influencia a alocação de recursos públicos e reforça interesses setoriais. Também mencionou a polarização como obstáculo à construção de consensos.
Discurso e pontos-chave
Tarcísio defendeu a necessidade de fortalecer instituições e tornar o Estado mais eficiente. Em seu entendimento, um país forte depende de freios e contrapesos eficazes, de um ambiente de mercado competitivo, redução de impostos e estímulo à inovação. Também citou setores considerados positivos para o avanço nacional, como agronegócio, indústria aeronáutica e biocombustíveis.
O governador elogiou gestões de Minas Gerais, citando o ex-governador Romeu Zema e o atual chefe do Executivo, Mateus Simões, ao afirmar que o estado vem avançando com esforços de gestão. Ao encerrar, relacionou o recebimento da medalha a um compromisso institucional, destacando que a liberdade é conquista diária.
Cerimônia e contexto
A solenidade da Medalha da Inconfidência reuniu 171 agraciados de quatro categorias, integrando as celebrações do aniversário de Tiradentes. O evento ocorreu em Ouro Preto, cidade histórica de Minas, e contou com a presença de autoridades estaduais e federais, além de convidados vinculados aos órgãos de Estado e à sociedade civil. O objetivo foi reconhecer contribuições relevantes à memória, à cultura e ao aperfeiçoamento institucional do país.
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