- Trump leu passagem de 2 Crônicas em mensagem gravada, durante evento “America Reads the Bible” realizado à distância, com leitura por 500 participantes.
- O reading foi organizado por Bunni Pounds, fundadora da organização Christians Engaged, grupo que defende o voto cristão nacionalista.
- A leitura é vista por alguns como tentativa de reconquistar eleitores evangélicos após controvérsias envolvendo uma foto AI de Jesus e críticas ao Papa.
- Historial de Trump com o cristianismo é alvo de ceticismo sobre a sinceridade, já que em 2016 ele não soube recitar versículos bíblicos e houve outros episódios polêmicos.
- Especialistas e críticos destacam que citar a Bíblia não justifica violência ou discriminação, questionando o efeito político da leitura.
Donald Trump participou de uma leitura bíblica na noite de terça-feira, no Escritório Oval, recitando trechos de 2 Crônicas enquanto estalava uma leitura gravada para um evento conservador de uma semana, chamado América Lê a Bíblia, transmitido por streaming com cerca de 500 participantes.
O evento reúne apoiadores conservadores, políticos republicanos, filantropos e simpatizantes, em formato de leitura contínua da Bíblia. A sessão com Trump integra um cartel de leitores que alteram entre vozes para revelar textos bíblicos.
A ação ocorre em meio a controvérsias anteriores envolvendo o ex-presidente e a fé. Trump já teve uma relação pública ambígua com o cristianismo, com episódios nos quais não identificou versículos ou fez uso de símbolos religiosos de forma discutível durante campanhas e eventos.
Contexto e leituras
Histórico de declarações controversas alimenta o escrutínio sobre a iniciativa. O passado de Trump inclui episódios em que não reconheceu versos bíblicos específicos e atitudes associadas à prática religiosa durante a campanha de 2016, além de controvérsias em rituais públicos.
A leitura de ontem também destacou as ligações do evento com grupos religiosos que promovem agendas políticas, incluindo organizações de mobilização de votos entre cristãos. Entre os leitores estavam figuras políticas e representantes de ministérios com posicionamentos conservadores.
Especialistas religiosos alertaram para a instrumentalização de textos sagrados para fins político-partidários. Pesquisadores históricos afirmaram que citar a Bíblia não pode justificar violência ou exclusão. Líderes de organizações progressistas observaram o uso público de fé com cautela.
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