- O governo dos EUA pediu que o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo deixasse o Brasil, após o monitoramento ligado à prisão de Alexandre Ramagem; o Brasil avalia aplicar o princípio da reciprocidade.
- Lula retorna ao Brasil após viagem à Europa e retoma compromissos domésticos, em meio ao impasse com os EUA sobre o caso Ramagem.
- O presidente sinalizou que o Brasil pode expulsar policiais dos EUA em serviço no Brasil se houver comprovação de abuso no caso, mantendo a diplomacia para não afetar a relação bilateral.
- No Congresso, o governo pretende avançar com a pauta interna: (i) fim da escala 6×1 na Câmara, (ii) sabatina de Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal, com tramitação acelerada por urgência constitucional.
- Agenda doméstica inclui participação em eventos no Distrito Federal, inauguração de centro de radioterapia em Presidente Prudente e atividades em Andradina, além da entrega do Prêmio Vivaleitura e apoio à feira Brasil na Mesa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna ao Brasil após passagem pela Europa, com compromissos na Espanha, Alemanha e Portugal. Ao retornar, Lula assume agenda doméstica em meio a um impasse com os Estados Unidos envolvendo o caso Ramagem.
O governo brasileiro discute medidas em resposta a ações de autoridades americanas durante a prisão de Alexandre Ramagem. O tema ganhou contornos com o assunto envolvendo a permanência de delegados da PF no exterior e a possibilidade de reciprocidade em medidas contra agentes estrangeiros.
O governo já trabalha para evitar que a tensão impacte relações bilaterais. A conversa sobre reposicionar forças de cooperação policial também ganhou espaço na pauta externa, acompanhando a atuação do memorando de entendimento entre Brasil e EUA.
Impasse com os EUA e medidas em estudo
O Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA informou a expulsão de um delegado da PF envolvido no monitoramento que resultou na prisão de Ramagem. A justificativa foi o uso indevido do sistema de imigração para fins políticos.
Antes de deixar a Alemanha, Lula comentou que o Brasil pode adotar o princípio da reciprocidade. A ideia seria expulsar policiais americanos em serviço no Brasil caso haja comprovado abuso norte-americano no caso Ramagem.
O vice-presidente Geraldo Alckmin reafirmou que o Brasil costuma atuar pela reciprocidade, mas ressaltou a necessidade de aguardar para adotar medidas. O governo acionou mecanismos diplomáticos para manter a relação com os EUA.
Agenda interna e relação com o Congresso
Entre os temas domésticos, Lula busca avanços no fim da escala 6×1 na Câmara, na sabatina de Jorge Messias no Senado e na agenda de medidas contra os efeitos da guerra. A CCJ deve votar a PEC que encerra a prática, em meio a expectativa de aprovação.
Especialistas apontam que o governo aposta na tramitação de um projeto de lei com urgência constitucional para acelerar a mudança, oferecendo maior flexibilidade a diferentes categorias. A PEC exige promulgação pelo Congresso, sem veto presidencial.
A expectativa é que Messias seja sabatinado no Senado e, se aprovado, passe para o plenário. O ministro José Guimarães afirmou que o governo mantém diálogo com o Senado enquanto prepara novas medidas para mitigar impactos da guerra.
Agenda nacional em andamento
Nos próximos dias, Lula participa de eventos no Distrito Federal, em Presidente Prudente e Andradina, no interior de São Paulo. Em Brasília, ele participa da abertura da feira Brasil na Mesa, promovida pela Embrapa Cerrado, com a presença do ministro da Agricultura.
Ainda em Brasília, Lula entrega o Prêmio Vivaleitura no CICB. Em Presidente Prudente, deve haver a inauguração de um centro de radioterapia no Hospital Regional, acompanhado de anúncios sobre serviços do SUS e ambulâncias do Samu. Em Andradina, participa de cerimônia voltada à agricultura familiar.
Viagem à Europa e retorno ao Brasil
A viagem à Europa incluiu encontros com o primeiro-ministro espanhol e o chanceler alemão, além de reuniões com autoridades portuguesas. Em Barcelona, Lula participou de cerimônia com Pedro Sánchez; em Hannover, com Friedrich Merz; em Lisboa, conversou com Luís Montenegro e António José Seguro.
Com o retorno, o foco volta a questões internas, mantendo a atuação diplomática para preservar a cooperação entre Brasil e EUA e evitar impactos no cenário político e econômico nacional.
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