- O ministro André Mendonça autorizou a saída de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, da prisão para tratamento médico, nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026.
- Vorcaro deixará a sede da Polícia Federal em Brasília pela primeira vez desde a transferência para a unidade; hospital e horário da transferência serão negociados entre a defesa e a PF.
- O empresário passou mal no fim de semana e chegou a urinar sangue; desde então tem sido acompanhado por médicos da Polícia Federal.
- A defesa, a PF e a Procuradoria-Geral da República discutem, desde 19 de março, os termos de um eventual acordo de delação premiada.
- Na terceira fase da operação Compliance Zero, foram presos Fabiano Zettel e Marilson Roseno da Silva; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, morreu em 6 de março durante custódia.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quarta-feira (22 abr 2026) a saída do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, da prisão para tratamento médico. Ele deixará a sede da Polícia Federal em Brasília pela primeira vez desde a transferência para a unidade.
Vorcaro passou mal no fim de semana e chegou a urinar sangue. Desde então, tem recebido acompanhamento médico da PF. Com a decisão, ele poderá deixar a prisão preventiva para atendimento hospitalar, mantendo a escolta da PF durante o período.
O hospital e o horário da transferência serão negociados entre a defesa de Vorcaro e a PF. A defesa já mantém tratativas com a Procuradoria-Geral da República desde 19 de março sobre um eventual acordo de delação premiada, como parte dos desdobramentos da 3ª fase da operação Compliance Zero.
Quem está envolvido
Além de Vorcaro, foram presos na 3ª fase da operação:
- Fabiano Zettel, investigado por pagamentos e orientação do núcleo de intimidação.
- Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, ligado ao monitoramento de adversários de Vorcaro.
- Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, que morreu em 6 de março após tentar se matar sob custódia em Belo Horizonte. A PF não detalhou o ocorrido.
Contexto da operação
Relatório apresentado ao relator aponta que ainda há oito celulares de Vorcaro sob análise. A polícia afirma ter comprovado atos de ameaças concretas, com um ex-funcionário de Vorcaro e familiares dele ameaçados de morte. O grupo conhecido como A Turma é descrito como uma ameaça latente, com integrantes ainda soltos. Também foi localizada uma arma em posse de Mourão, conforme apuração da PF.
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