- O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido de arquivamento do inquérito contra Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima.
- A defesa tentou usar decisão do próprio Moraes sobre o compartilhamento de relatórios do Coaf para justificar o arquivamento.
- Eles argumentaram que a investigação teria começado na Operação Cui Bono e tramita há tempo.
- Moraes afirmou que o arquivamento seria prematuro sem parecer da Procuradoria-Geral da República e que não cabe aos investigados pautar a atividade investigativa.
- A apuração, aberta em dois mil e dezoito, envolve suspeita de simular venda de cabeças de gado para lavagem de dinheiro, hipótese negada pelos irmãos.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, rejeitou o pedido de arquivamento apresentado pela defesa de Geddel Vieira Lima e de Lúcio Vieira Lima. A dupla tentou usar decisão do próprio Moraes para encerrar o inquérito que tramita contra eles.
A defesa alegou restrições de compartilhamento de relatórios do Coaf, citou a origem na Operação Cui Bono e argumentou que o processo já duraria tempo demais. Moraes afirmou que o arquivamento seria prematuro, pois ainda não houve manifestação da PGR e não cabe aos investigados pautar a atividade investigativa.
O inquérito foi aberto em 2018 e, em 2019, foi encaminhado à Justiça Federal de Brasília após o fim do mandato de Lúcio Vieira Lima. No ano passado, com mudanças no foro privilegiado decididas pelo STF, o caso voltou à Corte para continuidade das apurações.
Contexto do inquérito
A investigação mira a suposta simulação de venda de cabeças de gado para lavagem de dinheiro, denúncia que os irmãos negam. Moraes ressaltou que ainda é necessária uma posição da Procuradoria-Geral da República para avançar. A defesa buscava encerrar o processo com base em precedentes internos.
Entre na conversa da comunidade