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Oposição evita confronto direto e busca incluir demandas de empresas

Oposição evita posição contrária ao fim da escala 6x1 e busca mudanças no texto na comissão especial para atender demandas do setor empresarial

Imagem: Pedro Ladeira - 4.mar.2026/Folhapress
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  • A oposição não é contra o fim da escala 6×1, mas quer ajustes no texto e pretende atuar na comissão especial.
  • Uma das propostas é o regime de “hora trabalhada, hora paga”, com transição entre as jornadas atuais e a nova carga horária.
  • Há resistência à escolha de Erika Hilton como relatora no plenário; defesa de um relator do centro, como ocorreu na CCJ com Paulo Azi.
  • Deputado Maurício Marcon critica a tramitação e afirma que a votação veio sem adequada análise dos impactos; ele retirou requerimentos para convocar ministros e apresenta uma PEC sobre escolha entre CLT ou jornada flexível.
  • A fase atual prevê análise na comissão especial com no mínimo dez sessões antes de novo parecer; após isso a matéria vai ao plenário, onde precisa de 308 votos em dois turnos, e, se aprovada, segue ao Senado.

A oposição na Câmara não se opõe formalmente ao fim da escala 6×1, mas pretende alterar o texto para atender demandas do setor empresarial. A estratégia é manter a pressão na comissão especial, onde as mudanças ganhariam peso técnico e político.

Líder do PL, Sóstenes Cavalcante, afirmou que não há fechamento de posição contra a proposta, mas há espaço para ajustes na tramitação. Entre as sugestões estão regimes de hora trabalhada e hora paga, com período de transição entre as jornadas atuais e a nova carga horária.

A oposição também contesta a escolha de Erika Hilton, do PSOL, como relatora no plenário, defendendo um nome de consenso, similar ao perfil visto na CCJ. Parlamentares defendem um relator do centro para aumentar apoio entre as bancadas.

Maurício Marcon, PL do Rio Grande do Sul, criticou a tramitação acelerada, alegando falta de avaliação de impactos e motivação político-eleitoreira. Ele também informou ter retirado requerimentos para convocar ministros, após o avanço da pauta.

Marcon mantém uma PEC própria que permitiria ao trabalhador escolher entre a CLT ou uma jornada flexível por horas trabalhadas, com limite de 44 horas semanais, remunerando proporcionalmente e preservando direitos conforme a carga horária.

Apesar das críticas, a pauta ganhou força política, com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, o que torna mais difícil sua obstrução. Bastidores apontam ainda aproximação entre governo e a presidência da Câmara.

A avaliação é que a oposição pode ampliar a influência na comissão especial para incorporar medidas mais favoráveis ao setor produtivo, sem rejeitar a proposta central. A expectativa é que a comissão tenha início em breve.

Na prática, a Câmara aguarda parecer já apresentado pela comissão, com vista de alguns aliados antes da votação. Se aprovado, o texto segue para o plenário, onde a PEC exige dois turnos com 308 votos.

O caminho também envolve o Senado, onde a proposta precisa passar por dois turnos e obter 49 votos em cada votação para seguir adiante. O desfecho dependerá de negociações entre diversas bancadas.

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